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	<title>Bolsonaro um problema &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Washington Post diz que ninguém quer ajudar Bolsonaro!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro problema internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro sem ajuda]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao comparar Brasil e Índia, artigo do Washington Post atribui à postura de Bolsonaro e sua política externa a timidez da ajuda internacional para a pandemia   “O presidente Jair Bolsonaro tornou-se um problema internacional tão grande que ninguém está disposto a ajudá-lo. Ninguém fala em dar grande ajuda ao Brasil. O mundo inteiro está [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao comparar Brasil e Índia, artigo do Washington Post atribui à postura de Bolsonaro e sua política externa a timidez da ajuda internacional para a pandemia</p>
<p></p>
<p> </p>
<p>“O presidente Jair Bolsonaro tornou-se um problema internacional tão grande que ninguém está disposto a ajudá-lo. Ninguém fala em dar grande ajuda ao Brasil. O mundo inteiro está tentando ajudar a Índia”, disse o cientista político Maurício Santoro, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), ao <a href="https://www.washingtonpost.com/world/2021/04/30/brazil-coronavirus-bolsonaro-india-vaccine/" target="_blank">jornal The Washington Post</a>. A reportagem, reproduzida ontem (3) pelo jornal O Estado de S. Paulo, aborda as razões das diferenças na ajuda internacional à Índia e ao Brasil.</p>
<p> </p>
<p>A rapidez da ajuda à Índia, que como o Brasil tem uma grande disseminação do novo coronavírus e muitas mortes, vem de diversos países. Semana passada, o governo de Joe Biden divulgou a entrega de mais de US$ 100 milhões em equipamentos e material hospitalar. Cingapura e Tailândia enviaram oxigênio. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que o Reino Unido fará tudo o que for possível.</p>
<p> </p>
<p>Na semana passada, a presidente do Parlamento Europeu, Ursula von der Leyen, tuitou três vezes sobre a ajuda à Índia. No entanto, pouco ela falou sobre o Brasil.</p>
<p> </p>
<p><strong>Bolsonaro pediu ajuda</strong></p>
<p>Em março, o presidente Bolsonaro pediu ajuda às organizações internacionais, e governadores pediram à ONU “ajuda humanitária”. Há duas semanas, o embaixador brasileiro na União Europeia implorou por ajuda. “É uma corrida contra o tempo para salvar muitas vidas no Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>“O que está acontecendo no Brasil é uma tragédia que poderia ter sido evitada”, afirmou um membro do Parlamento Europeu ao embaixador brasileiro em uma audiência este mês. “Mas esta tragédia foi baseada em decisões políticas erradas”.</p>
<p> </p>
<p>Ao Brasil, a Alemanha enviou ventiladores depois que o sistema de saúde em Manaus colapsou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a enviar vacinas. A União Europeia e seus países membros concederam cerca de US$ 28 milhões em doações desde o início da pandemia, segundo um porta-voz. Em resposta a uma solicitação do Brasil em março, o bloco contribuiu para o envio de “80 mil unidades de medicamentos criticamente necessários” ao Brasil.</p>
<p> </p>
<p><strong>Trump deu cloroquina</strong></p>
<p>À pergunta da razão pela qual os Estados Unidos não se mexeram para ajudar o Brasil com a urgência demonstrada em relação à Índia, um porta-voz do Departamento de Estado apresentou uma lista de contribuições dos EUA ao Brasil antes da fase pior da pandemia, por um total de mais de US$ 20 milhões em assistência fornecida pelo governo. O porta-voz acrescentou ainda os US$ 75 milhões de “ajuda do setor privado”. A contribuição, grande parte da qual foi enviada durante a administração Trump, incluiu mil ventiladores e 2 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina.</p>
<p> </p>
<p>“Continuamos ativamente dispostos a discutir com o governo brasileiro suas necessidades e a encontrar maneiras de continuarmos nossa parceria com o Brasil a fim de ajudar a satisfazer as suas necessidades”, afirmou ao jornal o porta-voz do Departamento de Estado.</p>
<p> </p>
<p>A diferença de tratamento dado aos dois países é fruto da diplomacia brasileira, que destruiu a imagem internacional que o Brasil levou décadas para construir. O governo Bolsonaro insultou grande parte do mundo, zombou do globalismo, acusou países europeu inclinados ao respeito do meio ambiente de colonialismo e desmatamento ilegal.</p>
<p> </p>
<p><strong>Desastre diplomático</strong></p>
<p>Bolsonaro amplificou uma mensagem nas redes sociais usando termos depreciativos contra a aparência da mulher do presidente francês, Emmanuel Macron. Reiterou as afirmações infundadas do presidente Donald Trump sobre fraude eleitoral, e foi o último líder do G-20 a reconhecer a vitória do presidente Joe Biden. Durante meses, membros do seu governo e apoiadores dispararam ataques racistas contra a China e zombaram de sua vacina. Na última terça-feira, seu ministro da Economia afirmou que a China “inventou o vírus”.</p>
<p> </p>
<p>O governo Bolsonaro menosprezou a ciência da China e suas vacinas, enquanto dependia do país para obter material para as vacinas. Em abril, o ex-ministro da Educação de Bolsonaro tuitou uma mensagem racista provocando uma violenta censura da China e da Suprema Corte brasileira. O filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, culpou a China pela pandemia, depois a acusou de usar o sistema 5G para espionagem.</p>
<p> </p>
<p>Desde o começo o governo chinês havia feito advertências de “consequências negativas” se tal retórica continuasse. E cumpriu. Em janeiro, o embarque de material da China para a produção de vacinas sofreu um considerável atraso, provocando uma série de especulações. Para alguns veículos de informação, os insultos do governo tiveram consequências. </p>
<p>Fonte: Rede Brasil Atual</p>
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