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	<title>boletim Fócus &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>boletim Fócus &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Copom eleva Selic a 15% ao ano e sinaliza que pode interromper ciclo de alta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 07:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[boletim Fócus]]></category>
		<category><![CDATA[Copom (Comitê de Política Monetária)]]></category>
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		<category><![CDATA[Taxa Básica de Juros]]></category>
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					<description><![CDATA[Alta de 0,25 ponto percentual busca conter expectativas desancoradas e assegurar convergência da inflação à meta O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 15% ao ano, sinalizando uma postura mais firme diante da persistência inflacionária e da [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Alta de 0,25 ponto percentual busca conter expectativas desancoradas e assegurar convergência da inflação à meta</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20733/nota" data-type="link" data-id="https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20733/nota">Copom (Comitê de Política Monetária)</a> do Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 15% ao ano, sinalizando uma postura mais firme diante da persistência inflacionária e da elevação das expectativas para os próximos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Unânime entre os nove membros do colegiado, a decisão reflete a combinação de um cenário externo adverso, pressões domésticas inflacionárias e um mercado de trabalho ainda aquecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Copom decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz trecho do comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, o Copom sinaliza que pode interromper o ciclo altista da Selic “em se confirmando o cenário esperado (…), para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No <a href="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus" data-type="link" data-id="https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus">Boletim Focus</a> do BC divulgado na última segunda-feira (16), a mediana do mercado financeiro prevê que a Selic encerrará o ano em 14,75%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão converge com fala recente do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que a autoridade monetária deve manter a Selic em patamar elevado por um período mais prolongado do que o habitual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Faz sentido permanecermos com juros altos por mais tempo. Estamos no quarto ano consecutivo com crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] acima de 3%, o que também reforça essa abordagem”, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Copom também destaca ambiente internacional instável</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No comunicado, o Copom destacou que o ambiente internacional segue instável, especialmente pela condução das políticas fiscal e comercial dos Estados Unidos. A volatilidade nos mercados e o aumento das tensões geopolíticas exigem maior cautela por parte de economias emergentes como o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano interno, os dados de atividade e emprego mostram algum dinamismo, mas indicam uma moderação no crescimento. A inflação corrente, tanto nos índices cheios quanto nas medidas subjacentes, permanece acima da meta, e as expectativas captadas pela pesquisa Focus para 2025 (5,2%) e 2026 (4,5%) também superam o objetivo do Banco Central. A projeção da própria autoridade monetária para 2026 está em 3,6%, acima da meta central de 3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, o Comitê aponta riscos elevados para ambos os lados — tanto de alta quanto de baixa —, mas com destaque para a possibilidade de uma desancoragem prolongada das expectativas, resiliência da inflação de serviços e impacto inflacionário de uma eventual depreciação persistente do câmbio. Já entre os riscos de baixa, estão uma possível desaceleração econômica mais intensa, uma retração global e a queda nas commodities.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Política fiscal</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de atenção do Copom é a política fiscal. O colegiado afirmou acompanhar com atenção os desdobramentos fiscais e seu impacto sobre os ativos e sobre a política monetária, ressaltando a necessidade de manter os juros em nível significativamente contracionista por um período prolongado para reancorar expectativas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Impactos da Selic alta</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Com o ajuste, a Selic atinge o maior patamar desde julho de 2006. A taxa básica de juros influencia diretamente diversos aspectos da economia. Quando ela está alta, os principais efeitos são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Redução da inflação:</strong> Juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam o consumo, o que ajuda a conter a inflação.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Desaceleração da economia:</strong> Com o crédito mais caro e menos consumo, empresas investem menos e a atividade econômica tende a crescer mais devagar.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Aumento no custo do crédito:</strong> Empréstimos, financiamentos e cartões de crédito ficam mais caros, afetando consumidores e empresas.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Incentivo à poupança e investimentos em renda fixa:</strong> Aplicações como Tesouro Direto tornam-se mais atrativas, pois passam a render mais.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Dólar pode cair:</strong> Juros altos atraem investidores estrangeiros, o que pode valorizar o real e pressionar o dólar para baixo.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Aumento do custo da dívida:</strong> Grande parte da dívida pública brasileira está atrelada à Selic. Quando ela sobe, o governo precisa pagar mais juros aos investidores que compraram títulos da dívida, como o Tesouro Selic.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Maior gasto com juros:</strong> O gasto do governo com o pagamento de juros aumenta e isso pressiona o orçamento público, podendo reduzir a capacidade de investimento em outras áreas, como saúde, educação e infraestrutura.</li>
</ul>
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