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	<title>Bipolar &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Mantida reintegração de bancária do Itaú portadora de transtorno bipolar</title>
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<p>A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decis&atilde;o que determinou a reintegra&ccedil;&atilde;o de ex-gerente do Ita&uacute; Unibanco S.A. portadora de transtorno afetivo bipolar. &nbsp;O Tribunal Regional do Trabalho da 2&ordf; Regi&atilde;o (SP) considerou a dispensa discriminat&oacute;ria, principalmente devido &agrave; exist&ecirc;ncia de atestado m&eacute;dico que solicitou o afastamento da banc&aacute;ria a partir da data em que ela foi demitida.</p>
<p>A trabalhadora foi admitida na institui&ccedil;&atilde;o financeira em maio de 1989 e demitida em junho de 2011, quando exercia a fun&ccedil;&atilde;o de gerente executiva de neg&oacute;cios. Ao acolher seu recurso contra decis&atilde;o de primeiro grau que n&atilde;o reconheceu o direito &agrave; reintegra&ccedil;&atilde;o, o Tribunal Regional ressaltou que, mesmo n&atilde;o existindo norma legal que garanta estabilidade a portador de doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica, a jurisprud&ecirc;ncia tem sido no sentido de que &eacute; devida a reintegra&ccedil;&atilde;o quando houver &quot;dispensa arbitr&aacute;ria e discriminat&oacute;ria, devido &agrave; aus&ecirc;ncia de motivo disciplinar, t&eacute;cnico, econ&ocirc;mico ou financeiro&quot;.</p>
<p>O TRT n&atilde;o aceitou a alega&ccedil;&atilde;o do banco de desconhecimento do problema de sa&uacute;de da banc&aacute;ria, pois ela afirmou, sem contesta&ccedil;&atilde;o, ter sido procurada por uma assistente social ou psic&oacute;logo da institui&ccedil;&atilde;o em 2005, ap&oacute;s ter sido feita de ref&eacute;m na ag&ecirc;ncia durante um assalto. Al&eacute;m disso, apresentou o atestado que pedia seu afastamento por 60 dias, contados a partir da data da dispensa.</p>
<p>Para o Regional, caberia ao banco encaminh&aacute;-la &agrave; Previd&ecirc;ncia Social para in&iacute;cio do aux&iacute;lio previdenci&aacute;rio, e n&atilde;o dispens&aacute;-la. &quot;Faltou ao empregador sensibilidade e houve pouco acuro com a pr&oacute;pria fun&ccedil;&atilde;o social que lhe &eacute; inerente&quot;, concluiu.</p>
<p><strong>Convic&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p>Para o desembargador Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, relator na Primeira Turma do recurso de agravo de instrumento interposto pelo banco, o Tribunal Regional condenou o Ita&uacute; a reintegrar a banc&aacute;ria com base nos elementos de convic&ccedil;&atilde;o constantes no processo. Ele destacou, entre esses elementos, o atestado m&eacute;dico que determinava o afastamento a partir do exato dia de sua demiss&atilde;o. O desembargador n&atilde;o constatou viola&ccedil;&atilde;o legal na decis&atilde;o, requisito para o acolhimento do recurso.</p>
<p>Fonte: TST</p>
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