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	<title>bilhões na pandemia. lucro na pandemia &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>BB, Bradesco, Itaú e Santander lucram R$ 157 bilhões em 2 anos de pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
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		<category><![CDATA[bilhões em 2021]]></category>
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					<description><![CDATA[Além da alta dos juros e das tarifas, lucros extraordinários foram obtidos com cortes de vagas, terceirização e sobrecarga de trabalho. Juntos, Banco do Brasil e Bradesco fecharam mais de 16 mil postos de trabalho no setor. Enquanto isso a população acumula dívidas e permanece desempregada Os três maiores bancos privados do Brasil registraram R$ 69,4 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Além da alta dos juros e das tarifas, lucros extraordinários foram obtidos com cortes de vagas, terceirização e sobrecarga de trabalho. Juntos, Banco do Brasil e Bradesco fecharam mais de 16 mil postos de trabalho no setor. Enquanto isso a população acumula dívidas e permanece desempregada</p>
<p></p>
<p>Os três maiores bancos privados do Brasil registraram R$ 69,4 bilhões de lucro em 2021, em meio à pandemia. Trata-se de alta média de 34,8% em relação ao ano anterior. Já o Banco do Brasil (BB) anunciou ontem terça-feira (14) que obteve lucro líquido AJUSTADO de R$ 21,021 bilhões no ano passado, alta de 51% na comparação com 2020. Desse modo, somados aos R$ 67 bilhões de 2020, quatro dos maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Santander e BB) acumulam em dois anos de pandemia R$ 157,4 bilhões – a Caixa ainda não divulgou seus resultados.</p>
<p> </p>
<p>As receitas cresceram em função da elevação dos juros e das tarifas bancárias. Mas o lucro dos bancos também foi graças ao aumento da exploração dos trabalhadores do setor. O BB, por exemplo, fechou 7.076 postos de trabalho em 2021, seguindo a trajetória de redução de empregos verificada nos últimos anos. O Bradesco, do mesmo modo, extinguiu cereca de 9.000 vagas, no período, apesar dos R$ 26 bi de lucro.</p>
<p> </p>
<p>No Itaú Unibanco, os funcionários reclamam da sobrecarga de trabalho, apesar da alta de 45% nos lucros, que totalizaram R$ 26,8 bi. No Santander, que engordou seus ganhos em R$ 16,3 bilhões, as despesas com pessoal caíram 1,7% no mesmo período, apesar de o banco ter anunciado aumento de vagas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Banco do Brasil</strong></p>
<p>O Banco do Brasil teve um resultado no 4º trimestre que superou até as expectativas da direção da empresa, com um crescimento de 60% no lucro líquido, sem os ajustes para a inadimplência, em relação ao mesmo período de 2020: R$5,9 bilhões. O mercado tinha, por consenso, uma avaliação de um lucro de R$4,78 bilhões. Se for levado em consideração apenas o lucro líquido contábil, após itens extraordinários, a soma é de R$ 5,352 bilhões, alta de 67,3% na comparação anual.</p>
<p> </p>
<p>“O resultado está na fórmula corte de pessoal + exploração por metas + exposição irresponsável de funcionários à transmissão por Covid-19. Foram milhares de colegas contaminados nas agências, por conta da política negacionista da direção do banco seguindo o exemplo do chefe Jair Bolsonaro”, explica Eneida Koury, presidente do Sindicato dos Bancário de Santos e Região e bancária do BB.</p>
<p> </p>
<p><strong>Bradesco</strong></p>
<p>Apesar de seguir registrando balanços positivos, o Bradesco fechou 448 agências. Em razão disso, inclusive, os trabalhadores denunciam sobrecarga de trabalho, aumento da exploração e piora no atendimento ao cliente. Apenas com o que arrecada com tarifas, a instituição cobre 128,66% de sua folha de pagamento, incluindo a PLR.</p>
<p> </p>
<p>“O Bradesco desempregou milhares de pais e mães em plena pandemia para obter esse lucro, fechou agências e dispensou vigilantes colocando em risco a vida dos trabalhadores e clientes”, diz Ednilson dos Santos, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e funcionário do Bradesco.</p>
<p> </p>
<p><strong>Itaú Unibanco</strong></p>
<p>No Itaú Unibanco, os lucros foram equivalentes a mais de duas vezes e meia o gasto com pessoal. Somente o valor arrecadado com as tarifas, o banco consegue pagar toda a sua folha de pagamento e ainda sobram R$ 18,4 bilhões. No ano passado, o banco ampliou a sua base de clientes em 32,5%.</p>
<p> </p>
<p>“O Itaú gera seu lucro magnífico com sobrecarga de trabalho, pressão por metas, demissões, fechamento de agências, irresponsabilidade com a prevenção contra a pandemia com exposição dos funcionários em agências lotadas”, explica Élcio Quinta, presidente eleito do Sindicato dos Bancários de Santos e Região e bancário do Itaú.</p>
<p> </p>
<p><strong>Santander</strong></p>
<p>O banco espanhol foi o primeiro a apresentar seus resultados. O lucro líquido de R$ 16,3 bilhões representou alta de 7% em relação a 2020. Não por acaso, as operações brasileiras respondem por 26,9% do lucro global da instituição. O banco abriu cerca de 4,2 mil postos de trabalho no ano passado. A maior parte, no entanto, não são de bancários, mas funcionários terceirizados. Assim, as despesas com pessoal, incluída a PLR, caíram 1,7% no período.</p>
<p> </p>
<p>“O Santander vem por anos demitindo, fechando agências, explorando funcionários com metas, tentando dar golpes nos direitos dos bancários, abrindo agências em algumas localidades aos sábados, o que é ilegal conforme a CLT; não respeitou as normas de segurança como o “lockdown” decretado pelas prefeituras da Baixada Santista, em 2021, para prevenir contra a contaminação pelo novo coronavírus, e convocou os funcionários a trabalharem dentro das agências escondidos. Em pleno acordo de home office &#8211; entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) &#8211; empurrou os colegas para visitas de porta em porta nas ruas pouco se importando se iriam contrair, disseminar entre os familiares e até morrerem pelo vírus”, ressalta Fabiano Couto, secretário de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>
<p>Crédito: Altemar Alcântara/Secom Manaus<br />Fonte: Rede Brasil Atual <br />Escrito por: Tiago Pereira com edição da Comunicação do SEEB de Santos e Região</p>
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