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	<title>BC deixa Selic 15% &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Copom erra ao manter juros em 15%: especuladores aplaudem e população sofre!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 11:35:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[BC deixa Selic 15%]]></category>
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		<category><![CDATA[SElic 15% 2025]]></category>
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					<description><![CDATA[Mesmo com inflação registrando menor nível dos últimos 20 anos, BC insiste em manter Selic que penaliza a economia e o custo de vida das famílias Pela quarta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu manter a taxa básica de juros do Brasil (Selic) em 15% ao ano. O anúncio, feito no [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Mesmo com inflação registrando menor nível dos últimos 20 anos, BC insiste em manter Selic que penaliza a economia e o custo de vida das famílias</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela quarta vez consecutiva, o <strong>Comitê de Política Monetária (Copom)</strong>, do Banco Central (BC), <strong>decidiu manter a taxa básica de juros do Brasil (Selic) em 15%</strong> ao ano. O anúncio, feito no início da noite de quarta-feira (10), não surpreendeu, porque a manutenção do índice neste patamar já era prevista pelo mercado financeiro e em comunicados anteriores da própria entidade.<br><br>Mesmo sob protestos de movimentos sociais, ao longo de 2025, o Copom realizou sucessíveis aumentos até a taxa Selic alcançar o maior patamar desde julho de 2006, com prejuízos à economia, custo de vida das famílias e às contas públicas. <br>Atualmente, o Brasil lidera o ranking mundial dos juros reais (o resultado da taxa básica menos a inflação), hoje em 10,09%, superando a Rússia (8,17%) e a Turquia (6,43%). </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>“Esse juros altíssimo (Selic) é direcionado ao setor especulativo, bancos, investidores na bolsa, mercado financeiro; ao invés, de estimular a economia e gerar mais empregos com melhores remunerações”</strong>, avalia Elcio Quinta, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Inflação controlada desmonta argumento do Banco Central</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O discurso do Banco Central de que os juros altos seriam necessários para controlar a inflação também não se sustenta nos dados.<br><br>Registros do IPCA, principal medidor de inflação do país, divulgado periodicamente pelo IBGE, apontam que o aumento de preços de bens e serviços seguem sob controle, desde 2023. <br><br>O resultado mostra que o índice ficou em 0,18% em novembro, acumulando alta de 3,92% no ano. Nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,46%, portanto dentro do intervalo de tolerância (de até 4,5%) definido para o país pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do qual o Banco Central faz parte.<br><br>O doutor em Desenvolvimento Econômico e economista do Dieese, Gustavo Cavarzan, destaca ainda que o governo Lula caminha para o segundo ano com o menor nível de inflação média desde o Plano Real.<br><br>“Ainda assim, apesar de registrar os menores níveis de inflação dos últimos 20 anos, o país mantém a maior taxa real de juros do mundo, o que traz consequências negativas para toda a economia. E nós já estamos sentindo. Por exemplo, o PIB, que no primeiro trimestre deste ano cresceu 1,4% (em comparação ao trimestre anterior), no terceiro trimestre de 2025 apresentou crescimento de 0,1%, em comparação ao período imediatamente anterior. Essa desaceleração observa-se na queda de investimentos e consumo das famílias (principal motor da economia do país) e no mercado de trabalho que manteve bom desempenho até pouco tempo, mas começa a dar sinais de desaceleração: o saldo de empregos formais registrado em outubro foi 35% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado”, observa, completando que <strong>“é urgente que o Copom inicie redução da Selic”</strong>, o quanto antes, caso contrário, a entidade monetária irá contribuir para rebaixar o dinamismo econômico do país em 2026. <br><br>O economista avalia que é preciso que o país faça um <strong>“debate estrutural sobre mudanças no regime de metas de inflação”</strong>, atualmente 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p), para cima ou para baixo. Portanto, não podendo ultrapassar 4,5%.<br><br><strong>“Esse patamar, para começar, é absolutamente inatingível e cria incentivos para que o Banco Central atue de forma bastante conservadora na definição da política monetária, ou seja, no estabelecimento de uma taxa de juros elevada e proibitiva ao desenvolvimento do país”</strong>.<br><br>Cavarzan lembra ainda que, por muitos anos, o CMN manteve a meta de inflação em 4,5%, com intervalo de 2 p.p. <strong>“Então, antes, a inflação poderia chegar em 6,5%, um nível coerente às características do Brasil. Mas, a partir de 2019, essa meta foi caindo, paulatinamente, até a atual de 3%, não podendo ultrapassar 4,5%, o que, para um país periférico e sujeito a interferências de câmbio, como o nosso, é praticamente impossível de se cumprir”</strong>, conclui.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Para prêmio Nobel, Brasil é um sobrevivente da especulação via Selic</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário da visão do mercado, que apoia as decisões do Copom, o prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz,&nbsp;afirmou em encontro que participou aqui no país, em março de 2023, que as altas taxas de juros praticadas, ao longo de anos, pelo Banco Central trouxeram sérios prejuízos para o Brasil.<br><br><strong>“Historicamente, vocês tiveram altas taxas de juros que deram desvantagem competitiva, que vocês têm que superar com empreendedorismo e inovação.&nbsp;A pergunta é onde estaria [o Brasil] se tivesse uma política monetária mais razoável. Eu diria que estaria num crescimento econômico muito maior”</strong>, disse o professor da Universidade de Columbia, que também chamou de<strong>&nbsp;“pena de morte”&nbsp;</strong>a manutenção do índice em dois dígitos por tanto tempo.&nbsp;<strong>“O que surpreende é que vocês tenham sobrevivido”</strong>, completou.<br><br>O economista revelou ainda discordar que a taxa básica de juros pode ser utilizada para o controlar qualquer tipo de movimento inflacionário.&nbsp;<strong>“Elevar juros como maneira de conter a inflação é contraprodutivo, especialmente quando não endereça a fonte de inflação na atual economia global, que é energia, comida, problemas de cadeia de produção. Muitos desses pontos já estão sendo tratados na reação ao mundo pós-pandêmico”</strong>, ponderou, ao considerar, em seguida, que usar a taxa de juros para combater inflações que não são o resultado de demanda&nbsp;<strong>“aumenta pressão inflacionária”</strong>, ou seja, puxa os preços para cima.</p>
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