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	<title>BC banco Master &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Do silêncio de Campos Neto à intervenção de Galípolo: Caso Master expõe contraste entre gestões do BC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 11:58:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Galípolo iniciou sua gestão no BC em 1º de janeiro de 2025. Em novembro de 2025, a autoridade monetária decretou a liquidação do Banco Master e iniciou uma apuração mais ampla sobre o caso Você sabe quem estava à frente do Banco Central enquanto o Banco Master ampliava sua atuação, que hoje é motivo de [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-b3a8cb234b89e2f71c1ae5d08fa2eca3">Galípolo iniciou sua gestão no BC em 1º de janeiro de 2025. Em novembro de 2025, a autoridade monetária decretou a liquidação do Banco Master e iniciou uma apuração mais ampla sobre o caso</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Você sabe quem estava à frente do Banco Central enquanto o Banco Master ampliava sua atuação, que hoje é motivo de investigação policial? Ninguém mais, ninguém menos que Roberto Campos Neto, indicado à presidência do BC no governo anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp;<a href="https://www.estadao.com.br/economia/campos-neto-sabia-problemas-master-evitou-intervir-banco-2024/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem</a>&nbsp;publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em 27 de janeiro de 2026, o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto (2019/2024), teria sido informado com antecedência sobre fragilidades relevantes na estrutura de ativos e na liquidez do Banco Master. Porém e apesar dos alertas, nenhuma medida imediata de intervenção foi adotada naquele momento, o que permitiu que a situação da instituição se deteriorasse ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reportagem aponta ainda que, durante a gestão de Campos Neto, o Banco Central editou em outubro de 2023 uma norma sobre a contabilização de precatórios (dívidas judiciais). A regra continha uma brecha que acabou beneficiando o Banco Master, ao dispensar a instituição de ajustar seu balanço. Na prática, isso permitiu que o banco seguisse operando com bilhões de reais em ativos considerados de risco, sem a necessidade de novos aportes de capital por parte dos sócios ou da venda de ativos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Tolerância de Campos Neto</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Essa postura de tolerância ocorreu mesmo diante de sinais de alerta já presentes no mercado. De acordo com informações de matérias publicadas na imprensa, em agosto de 2023, a Warren Investimentos chegou a recomendar que clientes evitassem a compra de CDBs do Banco Master, demonstrando desconfiança em relação ao crescimento acelerado da instituição. A suspeita é de que o banco tenha se beneficiado da agenda de estímulo à concorrência defendida por Campos Neto para expandir suas operações de forma desordenada e possivelmente irregular, cenário que acabou levando à investigação conduzida pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O resultado está aí:&nbsp;</strong>um colapso que mexeu com todos os poderes da República, gerou instabilidade institucional e colocou os bancários em situação de instabilidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Início da gestão de Galípolo &#8211; 1º de janeiro de 2025</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gabriel Galípolo iniciou liquidação e averiguação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança de postura do Banco Central só ocorreria posteriormente, já sob a presidência de Gabriel Galípolo, indicado pelo atual governo federal para suceder Campos Neto ao término de seu mandato. Em novembro de 2025, a autoridade monetária decretou a liquidação do Banco Master e iniciou uma apuração mais ampla sobre o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O BC abriu uma investigação interna para avaliar possíveis falhas na supervisão da instituição ao longo de todo o processo, desde a rápida expansão do conglomerado controlado por Daniel Vorcaro até o colapso que levou à liquidação do banco. A nova administração também determinou a realização de uma auditoria interna para verificar se o Banco Central já possuía, em momento anterior, informações suficientes que justificassem uma intervenção mais precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desdobramentos resultaram ainda em mudanças relevantes na estrutura de fiscalização. Paulo Souza, então diretor de Fiscalização e figura central da gestão de Campos Neto, foi afastado cerca de uma semana após a liquidação do Banco Master. Já Belline Santana, que comandava o Departamento de Supervisão Bancária, também deixou o cargo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em defesa do bancário é preciso ampliar a fiscalização no setor financeiro, nos bancos e no Banco Central para que não penalizem os trabalhadores!</strong></p>
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