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	<title>Banco Inter &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>Consulta Nacional dos Bancários 2026 mostra força da categoria e aponta prioridades para a Campanha Nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 06:38:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Levantamento com quase 55 mil respostas reforça centralidade de aumento real, PLR, emprego, saúde, combate às metas e proteção diante das mudanças tecnológicas. A Consulta Nacional dos Bancários 2026 confirmou a disposição da categoria em participar da construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. O levantamento, realizado entre 17 de abril e 31 de [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Levantamento com quase 55 mil respostas reforça centralidade de aumento real, PLR, emprego, saúde, combate às metas e proteção diante das mudanças tecnológicas.</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://santosbancarios.com.br/?s=consulta+nacional" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/?s=consulta+nacional">Consulta Nacional dos Bancários 2026</a> confirmou a disposição da categoria em participar da construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. O levantamento, realizado entre 17 de abril e 31 de maio, recebeu 54.952 respostas em todo o país e foi apresentado na segunda mesa de debates da 28ª Conferência Nacional dos Bancários, no sábado (20/6), pela economista Vivian Machado, técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A mesa de debates foi coordenada pela recém-eleita presidenta do Sintraf-AP, Bruna Athayde, que também contou com a participação de Reginaldo Breda, da Feeb/SP-MS, Adriana Nalesso, da Federa-RJ e Gheorge Vitti, do Sindicato dos Bancários do ABC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado representa um crescimento expressivo da participação da categoria. Em comparação com 2025, quando foram registradas 33.482 respostas, o aumento foi de 64%. Em relação a 2024, quando a consulta recebeu 46.824 participações, a alta foi de 17%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Vivian Machado, os números demonstram que a consulta se consolidou como instrumento estratégico da Campanha Nacional dos Bancários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A participação de quase 55 mil bancários e bancárias mostra que a categoria compreende a importância de dizer diretamente quais são suas prioridades. A consulta dá base concreta para a construção da pauta, fortalece a representação sindical e permite que a negociação coletiva parta da realidade vivida nos locais de trabalho”, afirmou a economista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os dados apresentados, 66% dos respondentes trabalham em agências e 32% em departamentos. Por banco, a maior participação veio do Banco do Brasil, com 24,3% das respostas, seguido por Caixa Econômica Federal, com 21,4%; Itaú-Unibanco, com 18,4%; Bradesco, com 16,3%; Santander, com 6,7%; Banrisul, com 2,8%; Banco do Nordeste, com 1,6%; e outros bancos, com 8,6%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Aumento real lidera prioridades econômicas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as cláusulas econômicas, a principal prioridade apontada pela categoria foi o aumento real de salário, indicado por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%; aumento do piso da categoria, com 31%; Plano de Cargos e Salários, com 25%; igualdade salarial, com 10%; aumento da ajuda de custo para home office, com 3%; e aumento do auxílio combustível, com 2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa permitiu também identificar diferenças por banco. O aumento real aparece como prioridade amplamente majoritária em todas as instituições pesquisadas, chegando a 96% entre empregados do Banco do Brasil e da Caixa. A PLR tem destaque maior nos bancos privados, com 72% no Itaú-Unibanco, 70% no Bradesco e 70% no Santander, além de 68% na Caixa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os resultados mostram que a categoria quer recuperar e ampliar poder de compra, mas também quer valorização do trabalho por meio da PLR, dos vales e de políticas de carreira. A pauta econômica não pode ser tratada apenas como reajuste. Ela envolve renda, reconhecimento, participação nos resultados e combate às desigualdades”, avaliou Vivian.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Direitos, emprego e saúde estão no centro da pauta social</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; jornada de quatro dias semanais, por 30%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise por banco mostra diferenças importantes. Entre os empregados da Caixa, o plano de saúde aparece como prioridade para 71% dos respondentes, resultado que evidencia a centralidade do Saúde Caixa para a categoria. No Banco do Brasil, a manutenção de direitos foi apontada por 77%. Já nos bancos privados, o emprego tem peso maior, com 58% no Bradesco, 53% no Itaú-Unibanco e 58% no Santander.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Vivian Machado, os dados revelam uma pauta social fortemente conectada com as condições concretas de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A categoria está dizendo que quer manter direitos, proteger empregos e garantir saúde. Isso tem relação direta com o avanço da digitalização, com a pressão por resultados, com a redução de postos de trabalho e com o aumento do adoecimento. A Campanha Nacional precisa responder a esse conjunto de preocupações”, destacou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Tecnologia precisa vir acompanhada de proteção ao emprego e valorização</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta também perguntou quais deveriam ser os temas prioritários para a negociação coletiva diante dos avanços tecnológicos no setor bancário. A garantia de emprego foi indicada por 72% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento de remuneração como forma de repartir os ganhos oriundos da inovação tecnológica, com 51%; qualificação e requalificação profissional, com 45%; garantia de revisão humana em decisões de gestão do trabalho tomadas com base em dados obtidos por meio de IA, como contratações, punições, desligamentos e avaliações, com 41%; redução da jornada de trabalho, com 26%; e limitação de tecnologias de monitoramento excessivo no trabalho, com garantia de privacidade, com 24%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a economista do Dieese, o resultado evidencia que a categoria não rejeita a tecnologia, mas exige que os ganhos de produtividade sejam distribuídos e que a inovação não seja usada para intensificar o trabalho ou eliminar direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A inovação tecnológica não pode ser apropriada apenas pelos bancos na forma de redução de custos e aumento de lucros. A categoria reivindica proteção ao emprego, qualificação, remuneração, revisão humana das decisões e limites ao monitoramento. Esse é um ponto fundamental da negociação coletiva no setor financeiro”, afirmou Vivian.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cobranças por metas e saúde mental acendem alerta</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos mais preocupantes da consulta está relacionado aos impactos da cobrança excessiva pelo cumprimento de metas. A preocupação constante com o trabalho foi apontada por 67% dos respondentes. Cansaço e fadiga constante aparecem com 59%; desmotivação e vontade de não ir trabalhar, com 47%; crises de ansiedade ou pânico, com 42%; dificuldade em dormir, mesmo aos finais de semana, com 39%; medo de “estourar” ou perder a cabeça, com 24%; crises constantes de dor de cabeça, dores de estômago ou gastrite nervosa e dor ou formigamento nos ombros, braços ou mãos, com 21% cada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta também revelou que 40% dos respondentes usaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 72,6% afirmaram que o ambiente de trabalho no banco em que atuam traz impactos negativos para a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras. Apenas 14,3% disseram que não há impactos negativos e 12,6% responderam que não sabem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivian Machado ressaltou que os dados reforçam a necessidade de tratar saúde mental, metas abusivas e organização do trabalho como temas centrais da Campanha Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando 72,6% da categoria aponta impacto negativo do ambiente bancário sobre a saúde mental, não estamos diante de casos isolados. Estamos diante de um problema estrutural de gestão, metas, pressão e intensificação do trabalho. A negociação coletiva precisa enfrentar esse modelo que adoece”, disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a economista, a leitura dos dados por banco mostra que o problema é generalizado no setor. No Banco do Brasil, 81% dos respondentes afirmaram que o ambiente de trabalho impacta negativamente a saúde mental. Na Caixa, o índice foi de 76%. No Bradesco, 71%. No Itaú-Unibanco e no Santander, 69%.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Home office cresce, mas ainda exige regulação</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta também identificou mudanças na organização do trabalho. Embora 65,6% dos respondentes tenham informado que não realizam nenhum dia de home office, 20,3% disseram trabalhar remotamente três ou mais dias por semana. Em 2025, esse percentual era de 14,9%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Vivian Machado, o crescimento do home office reforça a necessidade de regras coletivas mais robustas sobre jornada, condições de trabalho, custos, direito à desconexão e proteção à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O teletrabalho se tornou parte da realidade bancária, mas não pode ser tratado como favor ou solução individual. É preciso garantir estrutura adequada, controle de jornada, ajuda de custo, proteção contra sobrecarga e respeito ao direito à desconexão”, observou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Consulta reforça importância da organização sindical</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado relevante da pesquisa é a percepção da categoria sobre o financiamento da luta sindical. Para 92,9% dos respondentes, o financiamento da luta para manutenção e conquista de direitos deve ser responsabilidade de todos os bancários, pois todos se beneficiam das conquistas. Apenas 6,1% responderam que essa responsabilidade deve ser apenas dos sócios do sindicato, mesmo que todos sejam beneficiados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A associação ao sindicato também aparece de forma expressiva: 64% dos respondentes informaram ser sindicalizados. Outros 30% disseram que não são associados e 6% não informaram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Vivian Machado, o resultado mostra que a categoria reconhece o papel da negociação coletiva na garantia de direitos históricos, como reajuste salarial, PLR, vales, jornada, planos de saúde, cláusulas de proteção social e mecanismos de combate ao assédio e à discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os dados mostram que a categoria identifica que os direitos não surgem espontaneamente. Eles são fruto de organização, negociação e mobilização. Quando a maioria afirma que o financiamento da luta deve ser responsabilidade de todos, há um reconhecimento político importante: as conquistas coletivas precisam de sustentação coletiva”, afirmou.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Dados vão subsidiar a pauta da Campanha Nacional 2026</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A Contraf destaca que os resultados da Consulta Nacional serão fundamentais para a elaboração da minuta de reivindicações da categoria e para orientar as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presidenta da Contraf e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, tem reforçado que a força da campanha depende da participação da categoria, desde a consulta até os debates nas bases, conferências e mobilizações nos locais de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dos dados apresentados pelo Dieese, a avaliação é que a categoria chega à Campanha Nacional com uma pauta ampla, que combina valorização econômica, manutenção de direitos, defesa do emprego, enfrentamento às metas abusivas, proteção à saúde mental, regulação das tecnologias, combate ao assédio e fortalecimento da negociação coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma consulta dessa dimensão não apenas mede opinião. Ela organiza prioridades, revela problemas e aponta caminhos para a ação sindical. A Campanha Nacional ganha força quando a pauta nasce da escuta direta dos bancários e bancárias”, concluiu Vivian Machado.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center"><a href="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/sindicalize-se/">Sindicalize-se e lute por você!</a></h2>
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		<title>Banco é condenado por não usar nome social de mulher transexual em cartões</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/banco-e-condenado-por-nao-usar-nome-social-de-mulher-transexual-em-cartoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Inter]]></category>
		<category><![CDATA[Contituição]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Personalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ordenamento Jurídico]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas Transexuais]]></category>
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					<description><![CDATA[O juiz entendeu que a instituição bancária feriu o direito de personalidade da correntista A liberdade de escolher e ver reconhecida a sua identidade sexual é central para o desenvolvimento da individualidade, princípio consagrado na Constituição brasileira.   Com base nesse entendimento, o juízo de Alto Paraíso de Goiás (GO) condenou o banco Inter a pagar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O juiz entendeu que a instituição bancária feriu o direito de personalidade da correntista</p>
<p></p>
<p>A liberdade de escolher e ver reconhecida a sua identidade sexual é central para o desenvolvimento da individualidade, princípio consagrado na Constituição brasileira.</p>
<p> </p>
<p>Com base nesse entendimento, o juízo de Alto Paraíso de Goiás (GO) condenou o banco Inter a pagar danos morais, no valor de R$ 10 mil, a uma cliente, vítima de discriminação, que não pode usar seu nome social nos cartões de crédito e débito.</p>
<p> </p>
<p>Consta dos autos que a correntista, que se identifica com o gênero feminino, tentou alterar seu nome junto ao banco em fevereiro de 2019, em contato com os canais de relacionamento. Sua intenção era evitar desconforto e constrangimento público ao utilizar cartões e a receber correspondências bancárias com nome masculino. Contudo, não obteve sucesso no pedido.</p>
<p> </p>
<p>Em agosto de 2020, ela conseguiu uma nova carteira de identidade, com seu nome social e logo em seguida, foi entregue uma cópia à instituição financeira, que, mesmo assim, permaneceu inerte.</p>
<p> </p>
<p>O juiz do caso, Liciomar Fernandes da Silva, afirmou que cabe ao Estado assegurar o direito à individualidade, notadamente quando atinente à noção de liberdade do ser humano que deve ser assegurada com a maior amplitude possível, quer na esfera pública, quer na privada. Esse direito dialoga não só com os direitos patrimoniais, mas, sobretudo, com a ordem existencial, intimamente ligada aos direitos da personalidade.</p>
<p> </p>
<p>Nesse sentido, o magistrado destacou que é vital a superação da discriminação histórica que violou e ainda viola os direitos de pessoas transexuais, &#8220;tarefa nada fácil em um contexto histórico de exclusão e discriminações de toda ordem a que foram submetidas tais populações&#8221;.</p>
<p> </p>
<p>Liciomar Fernandes ressaltou ainda que a consumidora comprovou que tentou, por várias vezes e sem sucesso, obter a mudança de nome, enquanto a empresa não demonstrou ter feito nenhum tipo de atendimento à demanda — pleito, que, por sua vez, é amparado pela legislação, no sentido de proteção à identidade individual.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;O desejo da autora de ser tratada socialmente como mulher e ter um nome feminino, está garantido pelo ordenamento jurídico brasileiro, sob o abrigo do artigo 1º, III, da Constituição que designou a dignidade humana como princípio fundante do estado constitucional&#8221;, concluiu o magistrado. Com informações da assessoria de imprensa do TJ-GO.</p>
<p> </p>
<p><strong>Leia também</strong> <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-poderao-escolher-horario-de-abertura-e-fechamento-de-agencias" target="_blank">Bancos poderão escolher horário de abertura e fechamento de agências</a></p>
<p>Crédito: Flickr (CC)/torbakhopper<br />Fonte: Consultor Jurídico, 5 de novembro de 2021</p>
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