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	<title>automutilação &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Pesquisas relacionam celular à queda de aprendizado e aumento da depressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Sep 2024 08:29:32 +0000</pubDate>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-166db955fba79c29a8668f701ead364d">O best-seller &#8220;A Geração Ansiosa&#8221;, do psicólogo Jonathan Haidt, elenca uma série de estudos sobre o tema</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O debate sobre o banimento do uso do celular por estudantes em todo o ambiente escolar se baseia em estudos que relacionam a explosão do uso dos smartphones à queda de aprendizado e ao aumento da depressão entre crianças e jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O best-seller “A Geração Ansiosa”, do psicólogo norte-americano Jonathan Haidt, elenca uma série deles. A depressão grave entre adolescentes, por exemplo, teve, a partir de 2010, quando os smartphones começaram a se disseminar, um aumento de 145% dentre as meninas e de 161% dentre os meninos nos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa nacional sobre o uso de drogas e saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre estudantes universitários do país, o aumento da ansiedade nesse mesmo período foi de 134%, e o de depressão, de 106%. Houve também 72% de aumento do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), entre outros problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi também a partir dos anos de disseminação dos smartphones que a automutilação cresceu 188% entre meninos e 48% entre meninos dos EUA. A taxa de suicídio saltou 91% dentre os meninos e 167% dentre as meninas, sempre a partir de 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há dados semelhantes trazidos pelo livro sobre outros países, como Canadá, Inglaterra, Austrália e nos países nórdicos. O autor também cita estudos do Pisa, avaliação internacional organizada pela <a href="https://oecd.org/en.html" data-type="link" data-id="https://oecd.org/en.html">OCDE</a>, que mostram consequências diretas nas escolas, de um modo global. Uma delas é o aumento da sensação de solidão no ambiente escolar. Após resultados estáveis entre 2000 e 2012, o relato de solidão aumentou dentre todos os países analisados, com exceção da Ásia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Principal avaliação da educação no mundo, realizada com alunos de 15 anos de 81 países, o Pisa também mostrou uma queda nas notas a partir de 2010, inclusive nos países mais ricos e com os melhores desempenhos de educação. O Pisa também constatou o aumento de distração entre os estudantes durante as aulas. Em 2022, mostrou, por exemplo, que, dentre os estudantes brasileiros, 8 em cada 10 disseram que se distraem com celular nas aulas de matemática -a média geral foi de 6 em cada 10.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que os smartphones ganharam espaço, houve também, de acordo com pesquisas mencionadas pelo livro de Haidt, um grande aumento do número de crianças e jovens que dormem menos de sete horas por dia, que não se sentem satisfeitos consigo mesmos, que se sentem solitários com frequência, além de uma redução drástica do tempo dedicado a encontros presenciais com amigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa da Suécia apontou que o número de estudantes do terceiro ano do ensino médio que acessam pornografia diariamente explodiu também nesse período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, levantamento realizado pela Folha de S.Paulo mostrou que, pela primeira vez na história, os registros de ansiedade entre crianças e jovens atendidos pelo SUS superam os de adulto. A análise revelou uma explosão de casos a partir de 2013, e especialistas colocam o uso excessivo de celulares entre os motivos desse aumento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos da Fiocruz apontaram que, entre os jovens brasileiros, houve um aumento de 6% ao ano nos suicídios entre 2011 e 2022. Já as taxas de autolesão cresceram 29% ao ano nesse mesmo período, que coincide com a disseminação dos celulares.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Escolas que baniram o celular tiveram notas melhores no Reino Unido</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O banimento completo em escolas ainda é recente e, por isso, são poucas as pesquisas sobre o impacto da proibição. Mas há algumas, além de relatos de educadores, estudantes e famílias de melhora no aprendizado e na convivência escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Reino Unido, um estudo revelou que alunos de escolas que baniram o celular tiveram notas melhores no exame nacional do país, o GCSE (General Certificate of Secondary Education). De um total de 407 escolas que responderam à pesquisa, mais da metade afirmou que proíbe o celular durante todo o horário escolar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas instituições, mostrou o levantamento, são mais de duas vezes mais propensas à classificação de “excelentes” pelo órgão de fiscalização de educação do Reino Unido (Ofsted) do que aquelas em que o uso do celular ainda não é vetado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Haidt menciona o caso de uma escola do Colorado, nos EUA, a Mountain Middle School, que decidiu vetar o celular já em 2012, em meio ao grande número de suicídios de adolescente no estado a mais alta taxa do país. O desempenho dos alunos melhorou e, em alguns anos, a escola se tornou a melhor do estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que também dificulta a realização de pesquisas é o fato de as regras serem muito variadas. Há o banimento total, ou seja, em todo o ambiente escolar, nas aulas e nos recreios, e do ensino infantil ao médio. Há banimento em determinadas séries, por exemplo, só no infantil, até o 5º ano, até o 9º etc. Ou então há proibição nas aulas e liberação em todos os intervalos; proibição nas aulas e nos recreios mas com algum momento de liberação. E há a liberação nas aulas para uso pedagógico, liberação nos recreios em determinados dias da semana e a liberação total também.</p>
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