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	<title>Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Associação de quilombos do Rio defende reparação do BB por &#8216;lucros vexatórios&#8217; da escravidão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 09:13:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Associação que representa 53 comunidades manifesta apoio à ação do MPF que cobra banco por financiar mercado de escravos A Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro encaminhou na segunda-feira (13) ao Ministério Público Federal (MPF) um manifesto em apoio à ação movida pelo órgão que pede reparação do Banco [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2">Associação que representa 53 comunidades manifesta apoio à ação do MPF que cobra banco por financiar mercado de escravos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://conaq.org.br/coordenacoes-estaduais/nome-da-coordenacao-entra-aqui/">Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro</a> encaminhou na segunda-feira (13) ao Ministério Público Federal (MPF) um manifesto em apoio à ação movida pelo órgão que pede reparação do <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/banco-do-brasil-recebe-estudo-que-mostra-apoio-do-banco-a-escravidao/">Banco do Brasil por ter financiado o mercado de escravos no país</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No documento, a entidade que representa 53 comunidades remanescentes de quilombos no Rio cita a difícil situação da população negra no Brasil até os dias de hoje, que &#8220;materializa reminiscências do holocausto da escravidão de pessoas pretas&#8221; e critica a falta de políticas públicas eficazes para combater esses problemas. Ao final, o manifesto defende que o banco dê explicações e uma reparação à população negra pelos &#8220;lucros vexatórios&#8221; que obteve com o mercado de escravos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O <a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/banco-do-brasil-noticias/">Banco do Brasil</a>, de forma voluntária, ou por meio de imposição por parte do MPF e/ou do Judiciário brasileiro, deve explicações e sobretudo, por meio de REPARAÇÃO à sociedade civil deste país, em especial à população preta-brasileira, por sua lamentável e vergonhosa participação no mais vergonhoso período da história brasileira, que foi o processo de escravização da população Preta/Negra&#8221;, diz o manifesto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em setembro deste ano, o MPF no Rio de Janeiro decidiu abrir uma investigação inédita sobre a atuação do Banco do Brasil no financiamento do mercado de escravos no país. Isso aconteceu após a instituição receber um estudo que recuperou em registros oficiais, notícias da época e documentos históricos essa parte da atuação do banco público.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Quilombolas falam em racismo do poder público</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No manifesto encaminhado nesta semana ao Ministério Público Federal, os quilombolas elencam os vários problemas que assolam a população negra no país, da pobreza e falta de acesso a direitos básicos, à violência que mata mais os negros e negras e até a disparidade salarial tanto nos setores público quanto privado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o documento condena especificamente lentidão dos órgãos responsáveis pela regularização das terras quilombolas e afirma que o poder público é &#8220;racista&#8221; em sua demora para garantir o direito dessas populações tradicionais enquanto garante, de forma célere, autorizações e licenças ambientais para empreendimentos empresariais nos terrenos quilombolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Frise-se, ademais, o fato do poder público, de maneira racista e perversa, é omisso e letárgico na garantia dos direitos inerentes a tais comunidades, conforme se depreende DOS INTERMINÁVEIS PROCESSOS DE DEMARCAÇÃO E TITULAÇÃO DOS SEUS RESPECTIVOS TERRITÓRIOS (sic), que se arrastam há décadas junto ao INCRA ou no órgão estadual com competência/atribuição legal para tanto como o ITERJ (Instituto deTerras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro) e o INEA (Instituto Estadual do Ambiente)&#8221;, diz o texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por outro lado, este mesmo poder público mostra-se extremamente célere na expedição de licenças ambientais, mediante processos de licenciamento ambiental ilegais/fraudulentos, autorizando grandes empreendimentos econômicos, nacionais e internacionais, a instalarem-se e operarem/funcionarem dentro dos territórios quilombolas, explorando-os economicamente sem deixar qualquer tipo de contrapartida em benefício das comunidades, apenas e tão-somente um devastador legado de destruição e morte geradas por gigantescos e escandalosos impactos socioambientais&#8221;, segue o manifesto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entidade ainda ressalta que tem havido avanços legislativos e de formulação de políticas públicas para reparar e enfrentar alguns problemas da população negra, mas que estas são, muitas vezes, &#8220;tímidas&#8221;. &#8220;Todavia todas estas iniciativas caracterizam-se, fundamentalmente, por sua incipiência, &#8216;timidez&#8217; e insuficiência, dado o gigantesco e estarrecedor estoque histórico/ancestral de exclusão, omissões e acúmulo de desigualdades que marcam a atuação do Estado e a sociedade brasileira, motivados (consciente e/ou inconscientemente) pela presença atávica do racismo&#8221;, aponta o manifesto.</p>



<h4 class="wp-block-heading">MPF realizará audiências públicas</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O inquérito civil público foi instaurado pela Procuradoria Regional de Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro. Presentes em todos os estados do país. As procuradorias são o braço de atuação do Ministério Público Federal que atua na garantia de direitos constitucionais, como liberdade, igualdade, dignidade, saúde, educação, assistência social, acessibilidade, segurança pública, o direito à informação e à livre expressão, entre outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da abertura do inquérito civil, a procuradoria se reuniu com o banco público no dia 27 de outubro e ficou acertado que o BB se manifestaria em 15 dias úteis sobre o reconhecimento de sua atuação no tráfico de escravos. Além disso, a instituição deverá apresentar quais medidas pretende adotar no curto prazo em consequência desse reconhecimento. O banco ainda está no prazo para apresentar sua resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo divulgou o MPF na época do encontro, o BB também deverá se manifestar sobre o financiamento de pesquisas sobre esse passado, &#8220;além de indicar as medidas que pretende acelerar para racializar a forma de pensar a sua própria estrutura&#8221;. O MPF, por sua vez, deve organizar audiências públicas com a sociedade civil para discutir sobre um possível plano de reparação a ser executado pelo banco público. A primeira audiência está marcada para o próximo sábado (18) na sede da escola de samba Portela, no Rio de Janeiro.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>#SeLiga</strong> <a href="https://santosbancarios.com.br/artigo/sindicato-dos-bancarios-de-santos-e-regiao-lanca-canal-no-whatsapp/">Sindicato dos Bancários de Santos e Região lança canal no WhatsApp</a></h5>
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