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	<title>Arrocho salarial na Ditadura &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Arrocho salarial na Ditadura &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Ditadura de 1964: Trabalhadores foram o principal alvo!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 15:17:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Arrocho salarial na Ditadura]]></category>
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		<category><![CDATA[Trabalhadores e a Ditadura]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresários e banqueiros apoiaram a Ditadura para aumentar seus lucros e sufocar as mobilizações dos trabalhadores por direitos, o que representou no período perdas salariais e aumento no número de acidentes de trabalho. Sem falar nas mortes e torturas! Há um consenso atual entre historiadores de chamar a ditadura após o golpe de 1964, de [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Empresários e banqueiros apoiaram a Ditadura para aumentar seus lucros e sufocar as mobilizações dos trabalhadores por direitos, o que representou no período perdas salariais e aumento no número de acidentes de trabalho. Sem falar nas mortes e torturas!</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há um consenso atual entre historiadores de chamar a ditadura após o golpe de 1964, de civil militar. Isso porque diversos estudos e documentos revelados recentemente apontam que o apoio ao golpe e à ditadura contou com o suporte&nbsp;de setores civis organizados, como o dos grandes empresários por meio da Fiesp, e das empreiteiras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor de história da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Pedro Campos, que estudou a atuação das empreiteiras e empresários no governo militar, falou que o apoio ao&nbsp;golpe contra João Goulart trouxe as empreiteiras para o centro do poder, que acabaram favorecidas em muitas políticas públicas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;As empreiteiras, ao lado de outras empresas privadas, vão atuar justamente no sentido de derrubar mesmo o Jango e o seu governo e quando chega o golpe de 64 e é implementada a ditadura, elas chegam ao poder, junto com outros grupos econômicos. E atuam diretamente durante a ditadura sendo muito favorecidas pelas políticas estatais daquele período, com grandes cotações orçamentárias, grandes projetos&nbsp;de rodovias, hidrelétricas, metrôs, de grandes projetos apresentados nesse período&#8221;.</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os grandes empresários brasileiros ditaram as políticas econômicas deste período, isso é marcado pela nomeação de Delfim Netto para o Ministério da Fazenda, a partir de 67. Sob sua gestão, a ditadura militar conseguiu o que chamam de milagre econômico, o crescimento econômico impulsionado pelo&nbsp;investimento em grandes obras como rodovias, hidrelétricas e outras obras de infraestrutura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o economista e professor visitante da universidade de Columbia&nbsp;Marcelo Medeiros discorda do uso desse termo, “milagre econômico”. Para ele, esse crescimento foi desigual, com os mais ricos sendo mais beneficiados nesse processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Primeiro, o termo &#8216;milagre&#8217; é de propaganda, um termo incorreto para esse período. Na verdade, ele é um resultado esperado de uma política que foi adotada em investimento pesado, baseado em endividamento. A distribuição do crescimento desse período dos anos 60 e 70 é extremamente concentrada. Esse crescimento foi bom para as pessoas mais ricas, que se apropriaram da maior parte de toda a renda da economia, e não foi bom para o meio da distribuição, para grande parte da distribuição.&#8221;&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, cabe lembrar que o aparato militar empresarial sufocou as mobilizações dos trabalhadores por direitos, o que representou no período perdas salariais e aumento no número de acidentes de trabalho, como explicou o professor Pedro Campos.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Ele perde 41% do seu valor real, do seu poder de compra entre 64 e 74. Ou melhor, a gente perde quase metade do valor do salário mínimo em dez anos, após o golpe de 64. A redução dos gastos dos empresários em itens de segurança faz com que a gente tenha uma elevação significativa de acidentes de trabalho durante a ditadura. O Brasil vai se tornar recordista internacional nesta estatística. A gente tem durante toda a ditadura mais de 60 mil operários mortos&#8221;.&nbsp;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre essas 60 mil mortes de trabalhadores no período, o professor Pedro Campos ainda destacou aquelas ocorridas nas grandes obras promovidas pela ditadura. Na construção da Ponte Rio Niterói, segundo dados oficiais, foram registradas as mortes de&nbsp;35 trabalhadores e nas obras da hidrelétrica de Tucuruí, 197 trabalhadores faleceram em virtude de acidentes de trabalho.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Trabalhadores foram o principal alvo da Ditadura</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhadores foram a principal parcela da população alvo das perseguições políticas e de diversas medidas tomadas pelo governo ditatorial militar como ataques aos seus órgãos representativos, sistemáticas prisões, torturas, execuções, desaparecimentos, bem como a implantação de uma série de medidas que levaram ao arrocho salarial e à piora das condições de trabalho.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Após o golpe, a primeira medida para desmantelar a organização dos trabalhadores foi a desarticulação dos sindicatos, principalmente dos maiores, mais representativos e organizados e, que estavam à frente das principais lutas. Essa era uma medida imediata de freio à ascensão das lutas dos trabalhadores, já que os mesmos estariam sem uma organização institucional e solidificada.<br><br>Havia ainda tentativa de aliciamento, com a concessão de benefícios para os trabalhadores, sendo exemplo entidades sindicais internacionais, vinculadas ao governo americano, como a CIOSL (Confederação Internacional de Operários e Sindicatos Livres), que propiciava “diárias, passagens e outras vantagens aos dirigentes sindicais que desejarem ir aos Estados Unidos, ao México e a outros países onde lhes serão ministrados cursos cujas aulas estão impregnadas do anticomunismo”, uma fake news.<br><br>A nova regulação do direito de greve, por meio da <a rel="noreferrer noopener" href="http://www3.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1964/4330.htm" target="_blank">lei nº 4330/64</a>, restringiu a greve à cobrança de salários atrasados, além de proibir as greves de cunho político e as de solidariedade . Com isso, a ditadura visava cada vez mais afastar os trabalhadores das lutas políticas com intuito de levá-los à despolitização e ausência de participação nas decisões políticas nacionais.<br><br>Outra medida foi a <a rel="noreferrer noopener" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5107.htm" target="_blank">criação do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), pela lei nº 5.107/1966</a>, que causou o fim da estabilidade no emprego, o aumento da rotatividade e, dessa forma, maior dificuldade do sindicato em organizar os trabalhadores a partir de seu local de trabalho.</p>
</div></div>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Governo Bolsonaro visava destruir todos os direitos conquistados com resistência após Ditadura</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">No seu 1º ano de governo de ultradireita, em 2019, seguindo os passos da Ditadura de 1964, Bolsonaro disse: &#8220;Tudo o que é demais atrapalha. É tanto direito que os patrões, os empreendedores, contratam o mínimo possível e pagam o mínimo possível&#8221;, comentou, defendendo que o trabalhador escolha entre &#8220;menos direito e mais emprego ou todos os direitos e o desemprego&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E começou um ataque sem tréguas contra os direitos dos trabalhadores, iniciado por Michel Temer em 2017, com a Reforma Trabalhista, para enriquecer ainda mais os patrões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o FGTS, criado pela Ditadura extinguindo a estabilidade para facilitar demissões e rodízio de trabalhadores, estava na mira para ser extinto, assim como as aposentadorias da Previdência Social, o SUS e tudo o que é público para a população. O objetivo novamente foi favorecer empresários que lucram bilhões vendendo planos de saúde, bancos que oferecem previdência privada e empréstimos com as maiores taxas de juros do mundo etc. Sem contar com a destruição do emprego formal com carteira assinada e direitos. Cada por um por si!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basta observar como a fiscalização do Ministério do Trabalho conseguiu detectar e liberar de cárceres privados trabalhadores em situação análoga à escravidão de Sul ao Norte do Brasil, desde o início do novo governo de Lula.</p>
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