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	<title>Americanas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Americanas &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Executivos da Americanas tentaram envolver funcionários do Itaú e do Santander nas fraudes bilionárias</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/executivos-da-americanas-tentaram-envolver-funcionarios-do-itau-e-do-santander-nas-fraudes-bilionarias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 08:07:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
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					<description><![CDATA[Bancos dizem ter sido vítima do esquema criminoso Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que executivos da Lojas Americanas tentaram convencer funcionários dos bancos Itaú e Santander a adulterar documentos enviados a auditorias externas, segundo revela reportagem da Folha de S. Paulo. Esses documentos analisavam as contas da varejista, sendo parte central da fraude contábil [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-ba7df35686b51598fcdf1b3910e5c49f">Bancos dizem ter sido vítima do esquema criminoso</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que executivos da Lojas Americanas tentaram convencer funcionários dos bancos Itaú e Santander a adulterar documentos enviados a auditorias externas, segundo revela <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/06/mensagens-mostram-pressao-da-americanas-para-bancos-mudarem-informacoes-prestadas-a-auditorias.shtml" data-type="link" data-id="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/06/mensagens-mostram-pressao-da-americanas-para-bancos-mudarem-informacoes-prestadas-a-auditorias.shtml">reportagem da Folha de S. Paulo</a>. Esses documentos analisavam as contas da varejista, sendo parte central da fraude contábil que resultou em um rombo de R$ 25,2 bilhões. Este material foi utilizado pela PF para deflagrar a operação Disclosure na quinta-feira (27/6).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mensagens mostram que a diretoria da Americanas pressionou funcionários dos bancos para omitirem o termo &#8220;risco sacado&#8221; das cartas enviadas às auditorias externas, conhecidas como cartas de circularização. O &#8220;risco sacado&#8221; é uma operação financeira em que bancos emprestam dinheiro às varejistas para pagamento a fornecedores, permitindo que as varejistas obtenham melhores condições de pagamento em troca de juros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Americanas utilizava essa operação para manter um fluxo de caixa aparentemente saudável, omitindo essas dívidas de seus balanços, o que aumentava a fraude. O Itaú negou qualquer participação na fraude, afirmando que sempre forneceu informações corretas e completas às auditorias e reguladores. &#8220;Os informes enviados às auditorias sempre alertavam sobre as operações de risco sacado. Os diretores da Americanas tentaram retirar esses alertas, mas o banco nunca concordou com esse pedido&#8221;, afirmou o banco em nota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Santander também repudiou qualquer insinuação de envolvimento e declarou que sempre informou integralmente os saldos das operações da Americanas no Sistema Central de Risco do Banco Central. &#8220;A instituição sempre informou integralmente os saldos das operações da Americanas no Sistema Central de Risco do Banco Central, que constitui uma entre as possíveis fontes de auditagem, além das cartas de circularização&#8221;, acrescentou.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Processos mais avançados contra Americanas miram Sérgio Rial e atual CFO</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/processos-mais-avancados-contra-americanas-miram-sergio-rial-e-atual-cfo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jun 2023 11:54:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Americanas]]></category>
		<category><![CDATA[CVM processa Rial]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Rombo nas Americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Rial]]></category>
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					<description><![CDATA[Comissão de Valores Mobiliários abriu 19 processos para investigar rombo que passa dos R$ 20 bilhões na empresa, mas quatro deles foram encerrados. Os dois mais avançados contra a Americanas são sobre atuação do ex-presidente do Santander Brasil e ex-executivo da empresa varejista, Sérgio Rial Os dois processos administrativos mais avançados da Comissão de Valores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color">Comissão de Valores Mobiliários abriu 19 processos para investigar rombo que passa dos R$ 20 bilhões na empresa, mas quatro deles foram encerrados. Os dois mais avançados contra a Americanas são sobre atuação do ex-presidente do Santander Brasil e ex-executivo da empresa varejista, Sérgio Rial</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dois processos administrativos mais avançados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contra a Americanas dizem respeito ao ex-CEO, Sergio Rial, e à atual CFO da companhia, Camille Faria. Os processos são classificados como “sancionadores” (nos quais há acusação formulada).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de Rial, a apuração envolve “eventuais irregularidades na divulgação de notícias, fatos relevantes e comunicados, relacionadas à realização de teleconferência”, em 12 de janeiro deste ano. Para Camille Faria, as apurações envolvem eventual falha de divulgação de informações relevantes pela varejista, “a respeito das propostas de capitalização e renegociação de dívidas com os credores e à avaliação de venda de ativos, conforme notícias divulgadas na mídia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A CVM divulgou sexta-feira (23) uma atualização de todos os processos que envolvem o caso Americanas. Dentre eles, há dois inquéritos administrativos em enfiamento: um sobre irregularidades em informações contábeis e outro para investigação de possível uso de informação privilegiada (<em>insider trading</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre os 19 processos administrativos em procedimento de análise, quatro foram encerrados. Um deles dizia respeito à atuação das agências de classificação de risco de crédito no âmbito das emissões que contavam com a Americanas S.A. como devedora ou coobrigada. A autarquia afirma não ter encontrado irregularidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os demais 15 processos sob análise dizem respeito, entre outras coisas, a denúncias anônimas sobre má gestão da companhia, atuação de intermediários como coordenadores líderes de ofertas, bem como à atuação das empresas de auditoria KPMG e PricewaterhouseCoopers (PWC).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bradesco tem números fracos “além de Americanas” e projeções ruins para 2023</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bradesco-bbdc4-tem-numeros-fracos-alem-de-americanas-e-projecoes-ruins-para-2023-acao-cai-forte-com-pessimismo-reforcado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jhuly Esteves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2023 13:59:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bradesco]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ações]]></category>
		<category><![CDATA[Americanas]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
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					<description><![CDATA[Qualidade dos ativos muito ruim, com a deterioração na formação de inadimplência, deve seguir impactando o banco nos próximos trimestres Os motivos para um sentimento mais pessimista com o Bradesco (BBDC4) se concretizaram na noite desta quinta-feira (9), com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2022 (4T22). Depois de um terceiro trimestre desastroso, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Qualidade dos ativos muito ruim, com a deterioração na formação de inadimplência, deve seguir impactando o banco nos próximos trimestres</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os motivos para um sentimento mais pessimista com o Bradesco (BBDC4) se concretizaram na noite desta quinta-feira (9), com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2022 (4T22). Depois de um terceiro trimestre desastroso, que levou a ação do banco a fechar em queda de 17,38% na sessão pós-balanço, os números do quarto trimestre repetiram o quadro desanimador e as perspectivas para 2023 também não animaram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, as reações iniciais do mercado aos resultados foram bastante negativas. No after market da Bolsa de Nova York na noite de quinta-feira (9), os ADRs (na prática, os ativos da companhia brasileira negociados nos EUA) BBD chegaram a cair mais de 7%, minutos após a divulgação do resultado. O movimento persistiu nas negociações pré-mercado desta sexta (10), com o ADR em queda que chegou a ser de 9% durante a manhã. Já na B3, as ações BBDC4 chegaram a cair mais de 7% nas negociações iniciais e, às 10h12 (horário de Brasília), tinham baixa de 5,87%, a R$ 12,99.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Bradesco fechou o quarto trimestre de 2022 com lucro líquido recorrente de R$ 1,595 bilhão, uma queda de 75,9% em relação ao mesmo período de 2021, e de 69,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O resultado do banco foi fortemente afetado por um cliente de atacado, que não teve o nome citado e que teve todo o crédito provisionado – pelo movimento, é possível inferir que trata-se da Americanas (AMER3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com os recentes eventos envolvendo um cliente Large Corporate específico, ocorridos no início de 2023, a Administração reavaliou os riscos inerentes e, de forma prudencial, provisionou 100% da operação, afetando o lucro do 4T22”, afirma o banco em informe de resultados. De acordo com o Bradesco, o crédito junto a esse cliente era de R$ 4,9 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este fator fez com que as provisões do Bradesco contra a inadimplência tivessem um salto para R$ 14,881 bilhões no trimestre, mais de quatro vezes o volume registrado no mesmo período do ano anterior. Sem este caso, teriam sido de R$ 10,030 bilhões, refletindo o aumento da inadimplência. O resultado operacional do Bradesco no trimestre ficou negativo em R$ 99 milhões. No ano anterior ficou positivo em R$ 10,283 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, o retorno médio sobre patrimônio líquido (ROAE, na sigla em inglês), que mede como um banco remunera o capital de seus acionistas, foi a 13,1% no acumulado em doze meses. No trimestre, fechou a 3,9%, baixa de 13,6 pontos porcentuais em um ano e de 9,1 pontos em três meses. Sem levar em conta a provisão de Americanas, o ROAE do trimestre teria sido de 10,3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a XP, um lado bom do provisionamento total de Americanas foi eliminar totalmente possíveis impactos deste caso em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, a margem de lucro de mercado apresentou alguma melhora trimestral e os resultados de seu segmento de seguros melhoraram consideravelmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Genial Investimentos, não fosse a unidade de Seguros, o Bradesco apresentaria um prejuízo no 4T22. Com um lucro de R$ 1,9 bilhão no 4T22 e ROE de 21,2%, “a seguradora salvou o trimestre”, avalia. O lucro da unidade cresceu 26,6% no trimestre e 24,8% no ano, fruto da soma de um bom resultado operacional, somado a evolução do resultado financeiro, não mais impactado pela deflação que impactou o 3T22. No ano, o resultado das operações de seguros cresceu 28,9%, bem acima da faixa do guidance de 18%-23%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, esses números são ofuscados pelos pontos negativos do balanço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destaca a XP, a inadimplência continuou crescendo e pressionando os resultados trimestrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) continuaram sendo o principal detrator do resultado, alcançando R$ 10 bilhões sem o efeito da Americanas, marcando um crescimento expressivo de 38% na base trimestral e 134% na anual, consequência da estratégia começada em 2018 de migração para carteiras mais arriscadas e exposição a PF baixa renda, onde o impacto de inadimplência foi maior, destaca a Genial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A casa de research também destaca que, ao resolver passar 100% da carteira de Americanas, gerou-se um impacto adicional de R$ 4,85 bilhões, levando a provisão para um avanço trimestral de 104,8%. Ao contrário do Itaú, o Bradesco não usou provisão complementar previamente feita para provisionar especificamente parte da exposição a Americanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro destaque foi o indicador de inadimplência acima de 90 dias, que mostrou piora em todos os segmentos, chegando em 4,3%. Ainda puxado principalmente por Pessoa Física e Micro, pequenas e médias empresas (MPME), segmentos mais afetados pelo cenário mais adverso, respectivamente evoluiram 0,4 ponto percentual (p.p) e 0,8 p.p. na base trimestral. Além disso, a empresa realizou a cessão de uma carteira no montante de R$ 2,8 bilhões, sendo responsável por derrubar 0,6 p.p. o índice de inadimplência de 90 dias; sem a cessão, o indicador estaria em 4,9%, com evolução de 0,5 ponto percentual na base trimestral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme destaca a XP, apesar de 2022 já ter sido fortemente afetado pelo aumento da inadimplência, espera-se que os resultados continuem pressionados nos próximos trimestres devido ao ambiente macro desafiador previsto para 2023. Por outro lado, apesar do maior provisionamento, seu índice de cobertura (que representa a proporção que a provisão para risco de crédito é capaz de cobrir os créditos inadimplentes) se recuperou levemente para 204,2% (alta trimestral de 3,5 ponto percentual), o que considera ainda saudável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Itaú BBA avalia que, mesmo excluindo o “efeito Americanas” do balanço, o lucro de R$ 4,3 bilhões também teria ficado aquém das suas estimativas com a tendência de crédito pior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Citi, por sua vez, aponta que, sem o impacto da varejista, o lucro teria ficado 3% acima de suas projeções e 8% além do consenso de mercado. Mas, mesmo assim, os dados não foram positivos, uma vez que o custo de risco foi de R$ 10,5 bilhões, acima do guidance de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Credit Suisse aponta que o Bradesco vem de uma sequência de resultados e eventos bastante desafiadores; na visão dos analistas, os números do trimestre reforçam a visão mais negativa, também reiterando recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para o papel dado os resultados pouco animadores (também ressaltando que mesmo ajustados pelas provisões relacionadas à Americanas) e as projeções fracas para 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os analistas do banco suíço destacam que a qualidade dos ativos foi muito ruim, com a deterioração na formação de inadimplência indicando que a normalização dos índices deve levar muito mais tempo para acontecer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o JPMorgan, o trimestre foi feio e frustrante, pior do que as estimativas mais negativas e um dos piores da história do Bradesco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O banco destaca que a margem financeira (NII) total caiu 2% no ano e ficou abaixo de suas estimativas em 1,5% devido à margem pior do que a esperada com clientes de R$ 17,5 bilhões, com alta anual de 18%, mas 3% abaixo de suas expectativas. A margem líquida de juros (NIM) com clientes, por sua vez, “não teve brilho”, caindo 30 pontos-base na comparação trimestral, para 9,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não fosse o provisionamento de Americanas, o banco teria entregue um lucro líquido acima da expectativa. Mas, olhando as outras linhas, o resultado foi ruim, a inadimplência continua alta, e o ROE, que figurava entre os melhores junto com Itaú, acabou decepcionando”, aponta André Fernandes, head de Renda Variável e sócio A7 Capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, aponta o analista, inadimplência continua sendo a maior dentre os seus concorrentes, enquanto o Retorno sobre o Patrimônio também foi o pior entre os bancos que divulgaram seus balanços. “Com isso, Bradesco, em comparação a Itaú e Santander (SANB11), obteve o pior resultado do 4° trimestre de 2022″, avalia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2022 desafiador? 2023 também não será fácil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do resultado pouco animador do quarto trimestre, as perspectivas para 2023 também não são positivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O banco projeta um crescimento da carteira de crédito total entre 6,5%-9,5%; uma NII de clientes com crescimento entre 7,0%-11%; um crescimento das Receitas de Seguros entre 6,0%-10,0% e um custo do crédito entre R$ 36,5 bilhões e R$ 39,5 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vemos [o guidance] como tímido, mas necessário para retomar o rumo neste ano desafiador que se inicia”, avalia a XP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Itaú BBA aponta que as projeções do Bradesco indicam que os desafios continuarão, com o NII total definido para crescer cerca de 10% na base anual versus despesas de provisão com crescimento de até 20%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estimamos cerca de R$ 20 bilhões de lucro líquido (um ROE de 12%) no ponto médio do guidance, abaixo das estimativas do mercado em R$ 25 bilhões e dos nossos R$ 20,4 bilhões. Observamos que o NII fraco e as altas despesas de provisão provavelmente manterão os ROEs abaixo do custo de capital em 2023 e 2024”, avaliam os analistas. O BBA, dessa forma, reiterou a sua recomendação underperform para os ativos, apontando que demorará até que o Bradesco recupere dos atuais múltiplos de 0,9 vez o P/VPA (Preço/Valor Patrimonial por Ação).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O JPMorgan também destaca que o principal ponto negativo deve ser visto pelos investidores como o guidance que, notavelmente, implica em um ROE de cerca de 12% para 2023. “Prevemos grandes ajustes no consenso de lucro nas próximas semanas, mas o valuation atual deve impedir uma liquidação mais agressiva”, apontam os analistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Citi ressalta ainda, em relatório chamado “as coisas continuam piorando” que o guidance para 2023 traz indicações de um ambiente ainda mais duro pela frente, com a projeção de custo de risco mostrando deterioração na formação da inadimplência, que já estava a níveis altos. “Ainda que acreditemos que o Bradesco será capaz de voltar a um ROE perto dos 20% em 2024, os próximos trimestres devem ser desafiadores”, avaliam, reiterando recomendação neutra para o ativo, com preço-alvo de R$ 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a VG Research aponta que, apesar de o banco ter reportado o pior resultado trimestral desde 2006, é interessante ponderar que se não fossem as provisões referentes a Americanas, o lucro da instituição seria de aproximadamente R$ 6,4 bilhões e ROEA teria sido de 10,3%. “Acreditamos que os esforços do Bradesco no aperfeiçoamento da análise da concessão de crédito renderão resultados mais positivos a partir de meados de 2023”, avalia a casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta sexta, em conferência com o mercado, o presidente do Bradesco, Octávio de Lazari, afirmou que o segundo maior banco privado do país deveria ter limitado mais a política de concessão de empréstimos no quarto trimestre, em meio ao impacto do caso Americanas. Ele ainda estimou que a provisão para perdas com inadimplência seguirá elevada no primeiro semestre.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Trabalhadores da Americanas fazem manifestações em todo Brasil nesta sexta</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/trabalhadores-da-americanas-fazem-manifestacoes-em-todo-brasil-nesta-sexta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2023 12:51:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Americanas]]></category>
		<category><![CDATA[demissão em massa americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[protesto dos trabalhadores da Americanas]]></category>
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					<description><![CDATA[Empresa é um dos maiores empregadores do país: são cerca de 45 mil trabalhadores e cerca de 1.800 lojas físicas Os trabalhadores das Lojas Americanas farão uma manifestação nacional nesta sexta-feira (3), a partir das 10h, em defesa de seus direitos diante da crise que a empresa enfrenta após o rombo bilionário revelado no último [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Empresa é um dos maiores empregadores do país: são cerca de 45 mil trabalhadores e cerca de 1.800 lojas físicas</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os trabalhadores das Lojas Americanas farão uma manifestação nacional nesta sexta-feira (3), a partir das 10h, em defesa de seus direitos diante da crise que a empresa enfrenta após o rombo bilionário revelado no último mês. A manifestação está sendo organizada pelo Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, mas conta com dirigentes e centrais sindicais de todo o Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A companhia, que entrou em recuperação judicial na semana passada por conta de dívida superior a R$ 40 bilhões, é um dos maiores empregadores do país. Ao todo, são cerca de 45 mil trabalhadores diretos e cerca de 1.800 lojas físicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio de Janeiro, os atos vão começar na Rua do Passeio, 42, Cinelândia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o imbróglio</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As Lojas Americanas entraram com pedido de recuperação judicial em 19 de janeiro, depois da revelação de um rombo de mais de R$ 43 bilhões, somando inconsistências contábeis e dívidas internas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte inferior do formulário</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a recuperação judicial, os contratos de trabalho são mantidos e não necessariamente vão acontecer demissões. Os salários e verbas correntes devem ser pagas mensalmente pela empresa aos empregados. Apesar disso, advogados já haviam sinalizado que demissões podem acontecer diante da redução de custos e reestruturação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento sindical do Rio entraram com uma Ação Civil Pública, na 8ª Vara do Trabalho de Brasília, com o pedido de execução do patrimônio pessoal dos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, para o pagamento de dívidas trabalhistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ação, independente do processamento da recuperação judicial, solicita que se desconsidere a personalidade jurídica da Americanas e responsabilize os acionistas de referência pela fraude contábil que se desenrolou durante anos na empresa e que inflou artificialmente não só o lucro, mas os dividendos distribuídos aos acionistas”, diz o comunicado do sindicato. A ação pleiteia o bloqueio do valor de R$ 1,53 bilhão na conta pessoal dos sócios majoritários para garantir que os trabalhadores possam receber sem demora seus créditos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Demissões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No último dia 30, as centrais sindicais unificadas fizeram uma reunião com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em São Paulo, para discutir o processo de recuperação judicial. Na conversa, foi reforçada a necessidade de garantia dos empregos e dos direitos dos milhares de trabalhadores diretos e de centenas de milhares de trabalhadores de toda a rede de fornecedores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia seguinte, terça-feira (31), o Sindicato dos Comerciários de São Paulo confirmou que a Americanas começou o processo de demissão no Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Cerca de 50 funcionários terceirizados foram desligados, segundo informações da CNN. As demissões aconteceram porque os contratos com parte das empresas terceirizadas com a Americanas tinham o término previsto para janeiro de 2023.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Escândalo da Americanas faz Rial se demitir do Santander</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/escandalo-da-americanas-faz-rial-se-demitir-do-santander/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 11:46:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Americanas]]></category>
		<category><![CDATA[demissão de Rial]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Fraude na Americanas e Rial]]></category>
		<category><![CDATA[Rial]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Sergio Rial como Presidente do Conselho do Santander se tornou um exemplo perfeito e acabado de conflito de interesses em governança corporativa&#8221;, segundo o advogado Emanuel Pessoa O ex-presidente executivo do Santander Brasil, Sérgio Rial, renunciou, na sexta-feira passada (20/1), à presidência do Conselho de Administração da seção brasileira do banco espanhol. A saída acontece [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">&#8220;Sergio Rial como Presidente do Conselho do Santander se tornou um exemplo perfeito e acabado de conflito de interesses em governança corporativa&#8221;, segundo o advogado Emanuel Pessoa</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-presidente executivo do Santander Brasil, Sérgio Rial, renunciou, na sexta-feira passada (20/1), à presidência do Conselho de Administração da seção brasileira do banco espanhol. A saída acontece nove dias depois de pedir demissão do cargo de presidente das Lojas Americanas após divulgar um rombo de R$ 20 bilhões fruto de fraudes contábeis no balanço da varejista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O valor do rombo é relacionado a uma operação financeira conhecida como &#8220;risco sacado&#8221;: a companhia pega dinheiro emprestado com bancos para comprar de fornecedores. Um dos credores é o Santander, mas há dívidas com o Bradesco, Itaú e BTG-Pactual de Paulo Guedes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações do mercado financeiro, a fraude consistia em não registrar os valores como dívida bancária, mas como dívidas aos fornecedores, e os pagamentos dos juros devidos como redução do valor da dívida com os fornecedores, não como despesa financeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investigações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo investigações preliminares, o que Rial chamou de ‘inconsistências contábeis’ já vinham sendo praticadas durante anos, e não apenas em 2022. O principal controlador da Americanas era o fundo de investimentos 3G Capital, dos três bilionários brasileiros, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A suspeita que o trio soubesse da fraude bilionária é reforçada diante das notícias de que membros da diretoria da empresa teriam vendido quantias expressivas em ações pouco tempo antes de o caso ser divulgado por Rial. O ex-presidente do Conselho de Administração do Santander Brasil foi para o cargo nas Americanas, substituindo a Miguel Gutierrez, indicado em 2003 por Lemann, Sicupira e Telles para ocupar o cargo de CEO da varejista. Segundo a mídia, Gutierrez ainda não se pronunciou sobre a fraude contábil, e, teria, conforme revelou o colunista de O Globo, Lauro Jardim, viajado para a Espanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rial e o conflito de interesses</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com artigo do advogado Emanuel Pessoa, especializado em Governança Corporativa e Direito Empresarial, &#8220;Rial como Presidente do Conselho do Santander se tornou um exemplo perfeito e acabado de conflito de interesses em governança corporativa. Por mais que ele alegue que não conhecia o risco sacado da Americanas, o que merece maiores investigações já que o Santander é um dos maiores credores das empresas, o conflito de interesses era evidente por conta dessa posição do banco&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>&#8220;A desculpa que Rial poderia dar, por não ter renunciado logo ao aceitar ser CEO da Americanas, era de que o conflito de interesses precisa, conforme entendimento atual da Comissão de Valores Mobiliários, ser substancial, e não meramente formal ou potencial. Assim, em tese, ele deveria se abster, no banco de votar em questões que envolvesse a Americanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A sua saída do cargo de CEO das Americanas não eliminou essa necessidade, já que seguiu sendo uma espécie de enviado especial dos acionistas de referência, Jorge Paulo Lemman, Marcel Telles e Beto Sicupira&#8221;, diz o advogado.<br><br></p>
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		<title>BTG, Bradesco e Santander estão entre bancos mais expostos à Americanas</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/btg-bradesco-e-santander-estao-entre-bancos-mais-expostos-a-americanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 13:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Americanas]]></category>
		<category><![CDATA[Americanas e Rial]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[rombo na americanas]]></category>
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					<description><![CDATA[A Americanas revelou na semana passada que detectou R$ 20 bilhões em &#8220;inconsistências contábeis&#8221;. Seu presidente- executivo e diretor financeiro renunciaram. As ações da varejista caíram quase 80% até agora neste ano BTG Pactual, Bradesco e Santander Brasil estão entre os mais expostos à dívida da Americanas, mostraram estimativas de analistas na segunda-feira (16), depois que [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">A Americanas revelou na semana passada que detectou R$ 20 bilhões em &#8220;inconsistências contábeis&#8221;. Seu presidente- executivo e diretor financeiro renunciaram. As ações da varejista caíram quase 80% até agora neste ano</h4>



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<p class="wp-block-paragraph">BTG Pactual, Bradesco e Santander Brasil estão entre os mais expostos à dívida da Americanas, mostraram estimativas de analistas na segunda-feira (16), depois que a varejista obteve uma liminar protegendo-a dos credores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Analistas do JPMorgan e do Citi disseram que o Bradesco tinha a maior exposição nominal à empresa, enquanto o BTG Pactual liderava a exposição como proporção dos empréstimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Americanas revelou na semana passada que detectou R$ 20 bilhões em &#8220;inconsistências contábeis&#8221;. Seu presidente &#8211; executivo e diretor financeiro renunciaram. As ações da varejista caíram quase 80% até agora neste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um juiz deu prazo de 30 dias para que a empresa peça recuperação judicial. No sábado, o BTG recorreu da decisão que protege a Americanas dos credores, atacando os acionistas da varejista, um trio de bilionários e fundadores da 3G Capital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta segunda-feira, Bank of America e BV também recorreram da decisão, segundo o jornal O Globo. Nenhum dos bancos respondeu imediatamente a um pedido de comentário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando estimativas do JPMorgan e do Citi, o BTG tinha exposição de R$ 1,9 bilhão à Americanas, o que representava cerca de 1,5% dos empréstimos, enquanto o Bradesco tinha exposição de R$ 4,7 bilhões, ou 0,5% dos empréstimos. O Santander Brasil tinha R$ 3,7 bilhões, ou cerca de 0,6% dos empréstimos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Achamos que o impacto de nossa cobertura pode variar de 1% a 7% no lucro líquido e de 0,1% a 1% em termos de patrimônio&#8221;, disse o Citi, observando que Santander Brasil, BTG e Bradesco seriam os mais afetados em ambas as contas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sergio Rial, o ex-presidente-executivo da Americanas que revelou as inconsistências contábeis, é ex-chefe do Santander Brasil, onde ainda atua como presidente do conselho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com base em casos corporativos anteriores no Brasil, acreditamos que os bancos devem começar a provisionar cerca de 30% disso, o que pode eventualmente aumentar&#8221;, disse o JPMorgan.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Valor Online, o BTG Pactual foi mais uma vez à Justiça e pediu o bloqueio de R$ 1,2 bilhão em aplicações da Americanas no banco, como garantia de pagamento antecipado de dívidas, após uma negativa no fim de semana pelo desembargador de plantão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pedido foi novamente negado no fim da noite de segunda-feira (16) com o argumento de que o BTG possui “notório patrimônio líquido” de mais de R$ 42 bilhões, com valor de mercado próximo aos R$ 85,18 bilhões, e que, por isso, não haveria maior prejuízo ao banco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações do BTG caíram mais de 4% na segunda-feira, enquanto as do Santander Brasil e do Bradesco caíram mais de 3% cada, ante queda de 1,5% do Ibovespa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações da Americanas despencaram 38,4%, para R$ 1,94, na segunda-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Moody&#8217;s cortou a classificação da varejista para &#8220;Caa3&#8221;, colocando-a sob revisão para um novo rebaixamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A S&amp;P cortou a nota de crédito da Americanas de ‘B’ na escala global para ‘D’ (default geral) e rebaixou as classificações de emissão das dívidas “senior unsecured” da varejista de “B” para “D”, retirando os ratings de recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entenda o caso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações da Americanas despencaram na bolsa de valores na quinta-feira (12) depois que a empresa publicou comunicado em que diz que foram identificadas “inconsistências em lançamentos contábeis” no balanço, em valor que chega a R$ 20 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, a Americanas percebeu que o valor bilionário — que é referente aos primeiros nove meses de 2022 e anos anteriores — não havia sido registrado de forma apropriada nos balanços corporativos da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa publicou documento em que afirma que a correção das inconsistências contábeis, cujo valor foi estimado em cerca de R$ 20 bilhões, levará à revisão dos resultados financeiros de anos anteriores. Segundo a Americanas, os números referentes ao grau de endividamento e seu ao capital de giro serão alterados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso levará ao descumprimento de contratos e ao vencimento antecipado e imediato de dívidas. De acordo com o documento judicial, o montante de dívidas pode chegar a R$ 40 bilhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma decisão judicial de sexta-feira (13) determina, entre outras medidas, a interrupção de quaisquer cláusulas contratuais que imponham o pagamento antecipado de dívidas da empresa e a incidência de juros durante esse período. O documento também pede que qualquer valor recebido pelos credores por causa desse assunto seja devolvido à empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela cláusula de vencimento antecipado, os bancos para os quais a Americanas deve poderiam pegar o dinheiro existente em contas correntes e de investimentos. Se isso acontecesse, a empresa quebraria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também na sexta, a Justiça deu prazo de 30 dias para que a empresa avalie se vai pedir recuperação judicial.</p>
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