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	<title>Amelinha Teles &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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		<title>O tamanho de Amelinha medido em flores: a semente que vira raiz e ancestralidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:26:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amelinha e cidinha]]></category>
		<category><![CDATA[Amelinha Teles]]></category>
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					<description><![CDATA[Amelinha Teles faleceu em São Paulo, em 15 de setembro de 2026. Foi jornalista, escritora e ativista dos direitos humanos. Militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi presa e torturada pelo DOI-CODI, na Ditadura Militar. Liderança feminista, foi diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, integrou o [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2"><strong>Amelinha</strong> <strong>Teles faleceu em</strong> São Paulo, em 15 de setembro de 2026. Foi jornalista, escritora e ativista dos direitos humanos. Militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi presa e torturada pelo DOI-CODI, na Ditadura Militar. Liderança feminista, foi diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, integrou o Conselho Consultivo do Centro Dandara e autora de diversos livros sobre o tema</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há partidas que não cabem no silêncio. Quando Amelinha Teles fez a travessia para o plano espiritual, a reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) não se vestiu apenas com a solenidade do luto, mas com o colorido vivo de centenas de coroas e arranjos florais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquele mar de pétalas não era mera formalidade; era a tradução exata, em cores e perfumes, do tamanho de uma mulher que dedicou cada fôlego de sua existência à justiça, à liberdade, aos direitos humanos e, principalmente o das mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tempos tão áridos e difíceis para a nossa sociedade, a despedida de Amelinha transformou-se em um poderoso ato político e afetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquela infinidade de flores enviadas por movimentos sociais, a presença marcante das Promotoras Legais Populares e das membras da União de Mulheres de São Paulo, companheiras de luta, acadêmicas e cidadãs comuns funcionou como um termômetro da alma coletiva: mostrava, sem margem para dúvidas, o quanto ela foi e continuará sendo essencial na vida de todas nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amelinha era o abraço firme e a voz corajosa que nunca silenciou diante da opressão, sobrevivente da tortura que escolheu transformar a própria dor em semente de emancipação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre coroas e abraços estreitados pela saudade, o adeus não se fez com silêncio pesado, mas com a música que ela tanto adorava. A despedida foi embalada pelas canções das Promotoras Legais Populares (PLP) e pela alegria contagiante da música do Bloco Dona Yayá, criado por ela mesma para ocupar as ruas com arte e política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vozes ecoaram em coro, unidas ao ato interreligioso, transformando o luto em celebração. Era a certeza de que a alegria e a espiritualidade também são armas revolucionárias, e que a memória de Amelinha cantará para sempre em cada voz militante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto Promotoras Legais Populares (PLP) está entre os seus maiores legados, uma verdadeira revolução silenciosa que descentralizou o saber jurídico e o entregou nas mãos das mulheres, principalmente as das periferias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao ensinar que o direito pertence a quem dele precisa, Amelinha multiplicou-se em milhares de outras &#8220;Amelinhas&#8221;. Cada Promotora Legal Popular formada é a prova viva de que o conhecimento liberta, e que a justiça social se constrói coletivamente, de baixo para cima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, Amelinha descansa da lide terrena, mas assume o seu posto definitivo como nova ancestral. Ela passa a habitar o invisível tecido que sustenta a nossa luta diária, guiando os passos das feministas que seguem a marchar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As flores que cobriram sua despedida murcharão, e os acordes se acalmarão, mas a horta comunitária de direitos, dignidade e poesia que ela plantou floresce todos os dias em cada mulher que levantar a voz. Amelinha não partiu; ela virou canto, raiz e vento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Cidinha Santos é jornalista, assessora de comunicação do Coletivo Feminista Classista Maria vai com as Outras e dos movimentos sociais, Promotora Legal Popular e membra da Frente pela Legalização do Aborto, Baixada Santista e cantante do Grupo Vozes.</em></strong></p>
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