<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Amazônia &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<atom:link href="https://santosbancarios.com.br/artigo/tag/amazonia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Jun 2025 12:36:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2022/12/favicon-1.png</url>
	<title>Amazônia &#8211; SEEB Santos e Região</title>
	<link>https://santosbancarios.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Saiba quem são os 25 maiores desmatadores da Amazônia</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/saiba-quem-sao-os-25-maiores-desmatadores-da-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 12:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia em perigo]]></category>
		<category><![CDATA[Conheça 25 empresas destruidoras amazonia]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[empresa desmatadoras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=62241</guid>

					<description><![CDATA[Multas aplicadas por devastação da Amazônia entre 1995 e 2019 somam R$ 34 bi “O pior inimigo do Meio Ambiente é a pobreza”, sentenciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante uma apresentação no Fórum Econômico Mundial em janeiro. “As pessoas destroem o ambiente porque precisam comer”, ele disse, em Davos, na Suíça.&#160;É mentira&#160;– e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-31d58013f20d00ee25f63e96ed92f869">Multas aplicadas por devastação da Amazônia entre 1995 e 2019 somam R$ 34 bi</h4>



<p></p>



<p>“O pior inimigo do Meio Ambiente é a pobreza”, sentenciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante uma apresentação no Fórum Econômico Mundial em janeiro. “As pessoas destroem o ambiente porque precisam comer”, ele disse, em Davos, na Suíça.&nbsp;<a href="https://www.brasildefato.com.br/2020/01/24/ao-contrario-do-que-diz-guedes-destruicao-na-amazonia-e-baseada-no-lucro-aponta-mpf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">É mentira</a>&nbsp;– e a gente pode provar com números. Durante meses, nos debruçamos sobre 284.235 multas por desmatamento nos últimos 25 anos. E descobrimos que os maiores destruidores do meio ambiente – principalmente da Amazônia – não são os pobres. São algumas das pessoas mais ricas e poderosas do Brasil.</p>



<p>Dados públicos do Ibama, o órgão do governo federal responsável pela preservação do&nbsp;<a href="https://iclnoticias.com.br/mato-grosso-municipios-mais-desmatam-amazonia/">meio ambiente</a>, compilados e analisados pelo De Olho nos Ruralistas, mostram que os 25 maiores desmatadores da história recente do país são grandes empresas, estrangeiros, políticos, uma empresa ligada a um banqueiro, frequentadores de colunas sociais no Sudeste e três exploradores de trabalho escravo.</p>



<p>Os 25 maiores desmatadores somaram mais de R$ 50 milhões em multas entre 1995 e 2019. No total, suas centenas de autuações chegam a R$ 3,58 bilhões, praticamente o orçamento do Ministério do Meio Ambiente inteiro para 2020. Corrigido, o valor chegaria a R$ 6,3 bilhões. Sozinhos, os campeões da destruição são responsáveis por quase 10% do total de multas aplicadas por devastação de flora desde 1995 – R$ 34,8 bilhões.</p>



<p>A imensa maioria deles jamais pagou suas multas e acumula outras dívidas com o poder público. Os valores, que são proporcionais à área desmatada, mostram que quem destrói a floresta não são as pessoas pobres, como defende Paulo Guedes, e que o desmatamento não é ‘cultural’, como diz Bolsonaro. A destruição é movida a dinheiro – muito dinheiro – e uma boa dose de impunidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Amazônia: ‘devo, não pago, volto a desmatar’</h4>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="793" height="446" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Fogoamaz.jpg" alt="" class="wp-image-62247" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Fogoamaz.jpg 793w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Fogoamaz-300x169.jpg 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Fogoamaz-150x84.jpg 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Fogoamaz-768x432.jpg 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Fogoamaz-600x337.jpg 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Fogoamaz-20x11.jpg 20w" sizes="(max-width: 793px) 100vw, 793px" /></figure>



<p>O levantamento, feito a partir das autuações por crimes contra a flora – há outros tipos de multas no Ibama –, abrange dois grandes grupos: as pessoas físicas e jurídicas que participaram de desmatamentos e aquelas que se beneficiaram diretamente de produto vindo de área desmatada, como na compra de madeira sem certificação de origem. A enorme base de dados foi analisada a partir dos infratores que tiveram multas acima de R$ 1 milhão. Somando os valores, chegamos aos maiores multados dos últimos 25 anos.</p>



<p>O valor base da multa na região da Amazônia Legal é de R$ 5 mil por hectare. As multas podem ser maiores quando há no lugar espécies raras ou ameaçadas de extinção ou no caso de áreas de reserva ou proteção permanente. Boa parte das multas recebidas pelos recordistas se encaixa nesses agravantes.</p>



<p>Na lista, chama a atenção a repetição de nomes. Dos 25 campeões de infrações por desmatamento do país, só um – Agropecuária Vitória Régia – recebeu uma única multa. Os outros 24 foram reincidentes. Uma das empresas que aparecem no ranking, a Cosipar, levou multas em nada menos do que 16 anos diferentes. O valor chega a R$ 156,9 milhões – destes, R$ 155 milhões ainda não foram pagos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Grileiros, bilionários e condenados</h4>



<p>No ranking, o campeão das multas é o Incra, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, órgão federal responsável pelo assentamento de camponeses. Mas isso não significa que os assentados tenham sido os responsáveis pelo desmatamento: muitos locais onde foram aplicadas as multas já não são, de fato, assentamentos. Eles são focos de grilagem de terras como São Félix do Xingu, no sul do Pará: das 15 multas milionárias recebidas pelo Incra em 2012, 12 foram aplicadas no município, capital da pecuária em terras do governo federal. Como a terra não tem um dono oficial, a culpa recai sobre o órgão federal que detém sua posse.</p>



<p>Em segundo lugar no ranking está a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, empresa dos fundos de investimentos geridos pelo banco Opportunity, de Daniel Dantas. A empresa, comandada pelo ex-cunhado de Dantas, Carlos Rodenburg, acumula multas de mais de R$ 325 milhões.</p>



<p>Em 2009, a AgroSB, como é conhecida, declarava ser dona de mais de 500 mil hectares de terra, onde eram criadas mais de 500 mil cabeças de gado. À justiça, a empresa disse que não cometia desmatamento, mas que adquiriu áreas já degradadas. O argumento foi rejeitado, e a empresa voltou a ser autuada, em valores milionários, em 2010, 2011 e 2017. Não foi o único problema: em 2012, pessoas em condições análogas à escravidão foram resgatadas na fazenda.</p>



<p>Atualmente, a agropecuária tem dez áreas embargadas pelo Ibama para recuperação da vegetação, em Santana do Araguaia, no Pará, e São Félix do Xingu. A maior delas tem mais de 2,3 mil hectares, um território do tamanho de metade da Floresta da Tijuca, na Amazônia. Em nota ao Intercept, a AgroSB atribui diversas multas à uma “perseguição direcionada à companhia” entre 2008 e 2010. Segundo a empresa, essas multas, em sua maioria, “vêm sendo cancelados pela Justiça e pelo órgão ambiental em razão da falta de fundamentos fáticos ou jurídicos”. Segundo AgroSB, o valor das multas canceladas chega a R$ 20 milhões.</p>



<p>Daniel Dantas também tem mais um nome ligado a ele na lista: o fazendeiro Tarley Helvecio Alves, que ocupa a 18ª posição. Alves foi administrador da fazenda Caracol, de propriedade de Verônica Dantas, irmã e sócia de Daniel no banco Opportunity. Com três áreas embargadas em Cumaru do Norte, também no Pará, as multas dele chegam a R$ 70 milhões.</p>



<p>Antonio José Junqueira Vilela Filho, o terceiro da lista, é conhecido no Intercept. Em 2017, contamos como o pecuarista e sua família, frequentadores de colunas sociais em São Paulo, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por grilagem de terras e exploração de trabalho escravo na região de Altamira, no Pará.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Entre multas e votos</h4>



<p>O ranking mostra que as multas não são suficientes para frear os crimes ambientais. Preso em 2014 pela Operação Castanheira, realizada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, o fazendeiro Giovany Marcelino Pascoal foi condenado por desmatamento em 2018. Não adiantou: ele voltou a ser multado pelo Ibama em 2019. Pascoal, o segundo maior reincidente da lista, atua na região de Novo Progresso, onde foi organizado em agosto passado o Dia do Fogo, ação de desmatadores em defesa do governo Bolsonaro. Desde 2010, ele aparece oito vezes nas listas daqueles com multas anuais acima de R$ 1 milhão. Ao Intercept, Pascoal disse por telefone que está recorrendo e que algumas multas não são responsabilidade dele, mas não especificou quais.</p>



<p>Outro nome da lista é velho conhecido no rol dos reincidentes em desmatamento na Amazônia. O fazendeiro Laudelino Delio Fernandes Neto, dono da Agropecuária Vitória Régia (a nona no ranking), chegou a ser acusado de ter facilitado a fuga de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, apontado como mandante do assassinato da missionária católica Dorothy Stang em Anapu, no Pará, em 2005. Ele ainda foi denunciado pelo Ministério Público Federal por desvios de mais de R$ 7 milhões da Sudam, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia.</p>



<p>Vice-prefeito de Anapu, eleito em 2008, e candidato a prefeito no município em 2012, Delio Fernandes declarou ao Tribunal Superior Eleitoral possuir R$ 10,2 milhões em bens, sendo R$ 9 milhões relativos a 9 mil hectares em Anapu e Senador José Porfírio. Seu irmão, Silvério Albano Fernandes, foi vice-prefeito de Altamira e teve seu nome especulado para assumir a chefia do Incra na região no governo Bolsonaro, para o qual fez campanha.</p>



<p>Delio Fernandes não é o único político da lista. Entre os 25 maiores desmatadores, há o ex-deputado federal Antonio Dourado Cavalcanti. Deputado entre as décadas de 1950 e 1970, ele era líder do grupo do qual fazia parte a Destilaria Gameleira, com sede em Mato Grosso. A usina condenada por manter mais de mil escravos – o maior resgate de trabalhadores em condições análogas à escravidão dos últimos anos – também está no ranking. Com R$ 69 milhões em multas, ela ocupa a 19ª posição.</p>



<p>Na lista de políticos, o ranking também tem José de Castro Aguiar Filho, atual prefeito de Flora Rica, no oeste paulista, pelo MDB. Suas multas milionárias em São José do Xingu, no Mato Grosso, não o impediram de ganhar as eleições na pequena cidade com quase 80% dos votos válidos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Siderúrgicas destroem mais do que madeireiras</h4>



<p>Entre os 25 maiores destruidores, 13 são empresas. Onze delas têm capital aberto, listadas na Bovespa. Se engana quem pensa que madeireiras e carvoarias são as vilãs: as empresas que mais desmatam são, em sua maioria, ligadas à siderurgia e à agropecuária.</p>



<p>Siderúrgicas são listadas porque se beneficiam diretamente da retirada de madeira para o uso do carvão. Para elas, apesar das multas – que geralmente não são pagas –, sai mais barato comprar madeira oriunda de áreas protegidas do que respeitar os devidos ritos legais de proteção ambiental. A Siderúrgica Norte Brasil S/A e a Sidepar ocupam, respectivamente, a terceira e a quarta posições no ranking, e, juntas, acumulam mais de R$ 500 milhões em multas.</p>



<p>O setor agropecuário é representado não apenas pela pecuária, mas também por causa da produção de soja em larga escala. Também é comum que o mesmo empresário tenha uma madeireira e uma empresa de grãos, ou crie gado e, ao mesmo tempo, tenha uma companhia de outro setor – de bancos a empreiteiras.</p>



<p>Duas das empresas listadas têm capital internacional. Uma é a Ibérica, uma sociedade entre empresários bascos. A outra é a Gethal Amazonas Madeiras Compensadas, controlada pelo milionário sueco Johan Eliasch e que tem uma empresa uruguaia entre seus sócios.</p>



<p>A Gethal é a única do setor de madeiras na lista dos 25 – contrariando o senso comum sobre o desmatamento na Amazônia. Assim como só há uma do setor de carvão, matéria-prima das siderúrgicas, a Líder. A constante alteração de nomes e CNPJs das empresas dos dois setores, com sócios em comum, diminui a reincidência em multas ao longo dos anos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Maiores destruidores, maiores caloteiros</h4>



<p>A atual legislação ambiental brasileira, que determina as multas, só foi consolidada no fim dos anos 1990. Na década anterior, só há dez autuações por crimes contra a flora nos registros do Ibama. E os valores eram irrisórios: em 1996, por exemplo, foram aplicadas 22 multas de R$ 0,01. O cenário começou a mudar em 1998, com a lei 9.605, de crimes ambientais, que estipulou regras e valores maiores em multas para destruidores da floresta.</p>



<p>Os números mostram que, ao longo das duas décadas de aplicação da lei, ela afetou principalmente grandes desmatadores. De um total de R$ 34 bilhões em multas por destruição de flora entre 1995 e 2000, R$ 25 bilhões (73,5%) foram aplicados a 4,6 mil pessoas físicas e jurídicas que, em pelo menos um ano do período analisado, tiveram infrações somadas acima de R$ 1 milhão.</p>



<p>As sanções, no entanto, não significam que a punição resolve o problema. O Intercept já mostrou que, do total de R$ 75 billhões em multas ambientais já aplicadas desde os anos 1980, só 3,3% foram efetivamente pagos (e o governo tem tomado medidas para receber ainda menos). O valor poderia sustentar o Ministério do Meio Ambiente inteiro por 21 anos.</p>



<p>Os pequenos infratores – que o governo insiste em culpar pela destruição do meio ambiente – são os que mais pagam multas. Já os maiores, responsáveis pela destruição das partes mais extensas da floresta, deixam os processos prescreverem e continuam desmatando.</p>



<p>O Intercept tentou entrar em contato com os 25 listados por meio do número de telefone listado na Receita Federal. Os dois números da Destilaria Gameleira não funcionam. A página cadastral da empresa de Jeovah Lago Silva, Minuano Sementes, não dispõe de meio de contato. Carlos Alberto Mafra Terra foi contatado por telefone e e-mail, sem sucesso. A Líder Ind e Com de Carvão Vegetal LTDA EPP foi contatada por meio de um e-mail no diretório da Receita Federal, mas a mensagem retornou. Paulo Diniz Cabral da Silva foi contatado por e-mail e WhatsApp, mas não houve resposta. Os telefones de José de Castro Aguiar Filho e Tarley Helvecio Alves, listados na Receita Federal, não funcionam.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Veja a lista completa dos 25 desmatadores mais multados entre 1995 e 2020:</h4>



<p>1º – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – R$ 421 mi</p>



<p>2º – Agropecuária Santa Bárbara – R$ 323 mi</p>



<p>3º – Antonio Jose Junqueira Vilela Filho – R$ 280 mi</p>



<p>4º – Siderúrgica Norte Brasil S/A – R$ 272 mi</p>



<p>5º – Sidepar Siderúrgica do Pará S.A. – R$ 258 mi</p>



<p>6º – Gethal-Amazonas S.A. Indústria de Madeira Compensada – R$ 231 mi</p>



<p>7º – Gusa Nordeste S.A. – R$ 202 mi</p>



<p>8º – Agropecuária Vitória Régia S/A – R$ 170 mi</p>



<p>9º – Companhia Siderúrgica do Pará – COSIPAR – R$ 157 mi</p>



<p>10º – José Alves de Oliveira – R$ 105 mi</p>



<p>11º – José Carlos Ramos Rodrigues – R$ 101 mi</p>



<p>12º – Fernando Luiz Quagliato – R$ 100 mi</p>



<p>13º – Gilmar Texeira – R$ 99 mi</p>



<p>14º – Hamex Comércio de Produtos Alimentícios Ltda – R$ 94 mi</p>



<p>15º – USIMAR – Usina Siderúrgica de Marabá S/A – R$ 88 mi</p>



<p>16º – Siderurgica Iberica S/A – R$ 87 mi</p>



<p>17º – Giovany Marcelino Pascoal – R$ 86 mi</p>



<p>18º – Tarley Helvecio Alves – R$ 70 mi</p>



<p>19º – Destilaria Gameleira Sociedade Anônima – R$ 69 mi</p>



<p>20º – Carlos Alberto Mafra Terra – R$ 66 mi</p>



<p>21º – Jose de Castro Aguiar Filho – R$ 61,8 mi</p>



<p>22º – Lider Ind. e Com. de Carvão Vegetal Ltda EPP – R$ 61,5 mi</p>



<p>23º – Paulo Diniz Cabral da Silva – R$ 61,1 mi</p>



<p>24º – Siderúrgica Alterosa S/A – R$ 60 mi</p>



<p>25º – Jeovah Lago da Silva – R$ 58 mi</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Em recorde seguido, AGRO responde por 74% das emissões de poluentes em 2023</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/em-recorde-seguido-agro-responde-por-74-das-emissoes-de-poluentes-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2024 08:10:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AGRO]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[ecossistemas]]></category>
		<category><![CDATA[emissões de poluentes]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório do Clima]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho bovino]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG)]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=58267</guid>

					<description><![CDATA[Observatório do Clima aponta que aumento do rebanho bovino contribuiu para alta de 2,2% no setor A agropecuária é a principal emissora de gases poluentes atmosféricos no Brasil. Em 2023, o setor registrou o quarto recorde consecutivo de emissões, com alta de 2,2%. Os dados fazem parte do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-2ee7793c5f4fb1fd1040e0a9cac303c9">Observatório do Clima aponta que aumento do rebanho bovino contribuiu para alta de 2,2% no setor</h4>



<p>A agropecuária é a principal emissora de gases poluentes atmosféricos no Brasil. Em 2023, o setor registrou o quarto recorde consecutivo de emissões, com alta de 2,2%. Os dados fazem parte do <a href="https://seeg.eco.br/" data-type="link" data-id="https://seeg.eco.br/">Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG)</a>, do Observatório do Clima, divulgados na quinta-feira (7/11).</p>



<p>A agropecuária respondeu por 28% das emissões brutas do Brasil no ano passado. Somando as emissões por mudança de uso da terra — que envolvem desmatamento, queimadas, entre outras modificações —, a atividade agropecuária representa 74% do total das emissões no país.</p>



<p>O principal responsável, de acordo com o observatório, é o aumento do rebanho bovino, com destaque para o popular “arroto do boi” (fermentação entérica), com 405 milhões de toneladas em 2023 (mais do que a emissão total da Itália).</p>



<p>“A última redução nas emissões da agropecuária no Brasil foi em 2018. Desde então, vêm aumentando e registrando recordes. Elas são puxadas pelo aumento do rebanho bovino, uso de calcário e fertilizantes sintéticos nitrogenados, afinal, a produção brasileira tem crescido”, aponta Gabriel Quintana, analista de ciência do clima do <a href="https://www.imaflora.org/" data-type="link" data-id="https://www.imaflora.org/">Imaflora</a>, organização responsável pelo cálculo de emissões de agropecuária no SEEG.</p>



<p>Quintana acrescenta que o setor, que está bastante suscetível aos impactos da crise climática, tem como desafio alinhar a mitigação das emissões de gases de efeito estufa com a eficiência da produtividade. “Em especial, a redução de metano e a adoção de sistemas que geram sequestro de carbono no solo.”</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="443" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image_processing20241107-451779-e808v7.webp" alt="" class="wp-image-58268" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image_processing20241107-451779-e808v7.webp 800w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image_processing20241107-451779-e808v7-300x166.webp 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image_processing20241107-451779-e808v7-150x83.webp 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image_processing20241107-451779-e808v7-768x425.webp 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image_processing20241107-451779-e808v7-600x332.webp 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image_processing20241107-451779-e808v7-20x11.webp 20w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Aumento do rebanho bovino é principal responsável por alta de emissões na agropecuária brasileira (Foto: Lícia Rubinstein/Agência IBGE Notícias)</em></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Desmatamento</h4>



<p>Os números gerais do relatório do <a href="https://www.oc.eco.br/" data-type="link" data-id="https://www.oc.eco.br/">Observatório do Clima</a> apontam queda de 12% nas emissões de gás carbônico equivalente (GtCO2e) pelo Brasil em 2023, na comparação com o ano anterior. O país emitiu 2,3 bilhões de toneladas de GtCO2e, o que representa a maior queda percentual desde 2009, quando foi registrada a menor emissão da série histórica iniciada em 1990.</p>



<p>A queda do desmatamento na Amazônia foi a principal responsável pelos resultados positivos. Considerando todos os biomas, o desmatamento teve uma queda de 24% no ano passado.</p>



<p>Mas a notícia não é tão boa para todos os ecossistemas. As emissões aumentaram 23% no Cerrado, 11% na Caatinga, 4% na Mata Atlântica e 86% no Pantanal. No Pampa, as emissões por conversão da vegetação nativa também caíram (15%), mas o bioma responde por apenas 1% do setor.</p>



<p>“Mesmo com a desaceleração na Amazônia, a devastação dos biomas brasileiros emitiu 1,04 GtCO2e brutas em 2023. Ela torna o Brasil o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. Se fosse um país, o desmatamento do Brasil seria o oitavo maior emissor do planeta, atrás do Japão e à frente do Irã”, aponta o estudo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Poluentes em outros setores</h4>



<p>O setor de energia teve aumento de 1,1% nas emissões em 2023. O estudo aponta que a elevação se deve ao aumento do consumo de óleo diesel, gasolina e querosene de aviação no ano passado. Isso também fez aumentar as emissões no setor de transporte, alta de 3,2%, que representa um recorde histórico (224 MtCO2e). No total, energia e processos industriais emitiram 22% do total nacional (511 MtCO2e).</p>



<p>Também houve leve alta no setor de resíduos, com 1%. Apesar do acréscimo, as emissões desse setor são marcadas por forte crescimento, acompanhando o aumento da população. O resultado, portanto, é positivo e, segundo o estudo, reflete avanços no acesso aos serviços de saneamento.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Santander e BBVA, acusados de financiar com 15 bilhões empresas que desmatam a Amazônia brasileira</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/santander-e-bbva-acusados-de-financiar-com-15-bilhoes-empresas-que-desmatam-a-amazonia-brasileira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 07:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Santander]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[BBVA]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Destruição]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[floresta tropical sul-americana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=57686</guid>

					<description><![CDATA[Uma pesquisa acadêmica de dois institutos britânicos – vinculados à University College London e à Universidade de Exeter – coloca a Espanha como o décimo país cujos bancos mais financiam a destruição da floresta tropical sul-americana O desmatamento é, juntamente com a queima de combustíveis fósseis, a atividade que mais contribui para as mudanças climáticas. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-b9469f7b9ff15b2af38b8f5cb6b998b9">Uma pesquisa acadêmica de dois institutos britânicos – vinculados à University College London e à Universidade de Exeter – coloca a Espanha como o décimo país cujos bancos mais financiam a destruição da floresta tropical sul-americana</h4>



<p>O desmatamento é, juntamente com a queima de combustíveis fósseis, a atividade que mais contribui para as mudanças climáticas. Mesmo assim, ecossistemas essenciais para a vida e para o clima seguem sendo destruídos todos os anos. Só entre 2014 e 2023 (anos em que o Acordo de Paris foi assinado e foram publicados os maiores relatórios científicos sobre o clima e a biodiversidade), bancos de todo o mundo destinaram pelo menos 515,7 bilhões de dólares a empresas ligadas à destruição da Amazônia brasileira e das turfeiras indonésias, de acordo com uma pesquisa acadêmica divulgada nesta segunda-feira.</p>



<p>Intitulada &#8220;Interações do sistema financeiro com pontos de inflexão dos ecossistemas&#8221;, a pesquisa foi realizada pelo Instituto de Inovação e Propósito Público (IIPP) da University College London (UCL) e pelo Global Systems Institute (GSI) da Universidade de Exeter. A sua publicação chega também poucos dias depois de tomar conhecimento da decisão da Comissão Europeia de adiar por mais de um ano a aplicação da lei que proíbe a importação de matérias-primas como madeira, óleo de palma ou soja provenientes de áreas desmatadas.</p>



<p>Tanto a Amazônia brasileira quanto as turfeiras da Indonésia são ecossistemas essenciais porque ajudam a capturar enormes quantidades de dióxido de carbono que, de outra forma, acabariam na atmosfera, aquecendo o planeta. Da mesma forma, a sua destruição implica alterar o modo de vida de muitas pessoas e animais.</p>



<p>“A vida humana e a natureza estão inegavelmente interligadas. Quando os ecossistemas entram em colapso nos pontos de inflexão, perdemos não apenas estes ambientes únicos: a economia sofre e os riscos financeiros disparam devido à perda de serviços ecossistêmicos vitais, como o sequestro de carbono, que são essenciais para a nossa sobrevivência e para manter a nossa economia funcionando”, diz o professor Tim Lenton, um dos autores do relatório e um dos maiores especialistas do mundo em pontos de inflexão ambientais.</p>



<p>No total, a pesquisa detectou que 39 empresas dedicadas à produção de soja, carne bovina, óleo de palma e celulose para exportação estão potencialmente ligadas a mais de 300 mil hectares de desmatamento na Amazônia brasileira e a mais de 2 milhões de hectares de plantações agrícolas em turfeiras indonésias.</p>



<p>No entanto, para que as multinacionais possam fazer os seus negócios, elas precisam de dinheiro. E é aí que entram em jogo as instituições financeiras de todo o mundo, que as financiam através de empréstimos bancários, obrigações e outros instrumentos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="800" height="500" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_01.png" alt="" class="wp-image-57687" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_01.png 800w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_01-300x188.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_01-150x94.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_01-768x480.png 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_01-600x375.png 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_01-20x13.png 20w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="500" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_02.png" alt="" class="wp-image-57688" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_02.png 800w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_02-300x188.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_02-150x94.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_02-768x480.png 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_02-600x375.png 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amazonia_climatica_02-20x13.png 20w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="500" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amaznia_climatica_03.png" alt="" class="wp-image-57689" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amaznia_climatica_03.png 800w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amaznia_climatica_03-300x188.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amaznia_climatica_03-150x94.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amaznia_climatica_03-768x480.png 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amaznia_climatica_03-600x375.png 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_financiamento_bancos_amaznia_climatica_03-20x13.png 20w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<h4 class="wp-block-heading">Santander e BBVA, entre os envolvidos</h4>



<p>Entre os bancos que destinam dinheiro às empresas que desmatam há dois espanhóis que sempre se repetem neste tipo de relatório: o <a href="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/santander-noticias/" data-type="link" data-id="https://santosbancarios.com.br/categoria/noticias/santander-noticias/">Banco Santander</a> e o BBVA.</p>



<p>O primeiro, presidido por Ana Botín, ocupa a 18ª posição em termos de entidades que fornecem e facilitam fluxos financeiros a empresas ligadas ao desmatamento na Amazônia, com cerca de 9,5 bilhões de dólares (2,1% do total, 455,5 bilhões de dólares). Para efeito de comparação, o primeiro da lista é o estadunidense Citigroup, com 4,6%.</p>



<p>Por sua vez, o banco liderado por Carlos Torres Vila ocupa o 28º lugar entre as entidades financeiras que disponibilizam recursos para empresas ligadas ao desmatamento na Amazônia, com quase 6 bilhões de dólares (1,3% do total). O BBVA, quando questionado pela Climática, remete ao seu Quadro Ambiental e Social, que inclui a proibição de realizar projetos de agronegócio “em áreas-chave para a biodiversidade da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), da Amazônia brasileira e do Cerrado”.</p>



<p>O relatório também detalha algumas das empresas com as quais o Banco Santander mantém negócios. A principal delas é a brasileira Engelhart, dedicada ao comércio de matérias-primas, responsável pelo desmatamento de 432 hectares. O Santander proporcionou-lhe – segundo o relatório das universidades britânicas – um aporte de cerca de 793 milhões de dólares, a terceira entidade mais financiada.</p>



<p>Outras empresas com as quais o Santander está vinculado são as multinacionais de carnes Minerva e Marfrig. O relatório afirma que ambos estão relacionados com o desmatamento de respectivamente 33.289 e 28.171 hectares da Amazônia brasileira no período estudado. No caso da Marfrig, o Banco Santander é o seu quinto maior financiador (9,9%), com cerca de um bilhão de dólares.</p>



<p>Apesar dos números apresentados no relatório acadêmico, o Banco Santander afirma ter uma política rígida contra o desmatamento. Em declarações à Climática, defende estar há anos trabalhando “para apoiar a proteção da floresta amazônica”. Nesse sentido, diz que aplica medidas adicionais quando se trata de clientes brasileiros com operações na Amazônia, e que “caso seja identificada alguma ilegalidade, o Santander Brasil tem a faculdade de declarar o vencimento antecipado da dívida e exigir o seu pagamento”.</p>



<p>Da mesma forma, há alguns anos – asseguram as mesmas fontes – realizam-se “revisões diárias do desmatamento recente nas pecuárias e fazendas para as quais emitimos empréstimos, e esta verificação é realizada durante todo o tempo que dura o empréstimo” e “verifica-se que não ocupam terras indígenas oficialmente reconhecidas”. Porém, quando questionado sobre o conteúdo do relatório, o Banco Santander não quis comentar.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Espanha, no top 10</h4>



<p>As contribuições do Banco Santander e do BBVA fazem com que, se os bancos forem classificados por local de origem, a Espanha ocupe o décimo lugar dos países que mais contribuem com dinheiro para empresas que deterioram a floresta tropical brasileira, com 17,6 bilhões de dólares (3,9% do total), e 23º em termos das turfeiras na Indonésia, com 120 bilhões de dólares (0,2%).</p>



<h4 class="wp-block-heading">A Espanha é o décimo país cujos bancos mais destinaram dinheiro ao desmatamento da Amazônia brasileira</h4>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="500" src="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_grafico_bancos.png" alt="" class="wp-image-57690" srcset="https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_grafico_bancos.png 800w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_grafico_bancos-300x188.png 300w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_grafico_bancos-150x94.png 150w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_grafico_bancos-768x480.png 768w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_grafico_bancos-600x375.png 600w, https://santosbancarios.com.br/wp-content/uploads/2024/10/08_10_grafico_bancos-20x13.png 20w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Mapa:climatica.coop. Fonte: Relatório &#8220;Interações do sistema financeiro com pontos de inflexão do ecossistema: evidências da Amazônia brasileira e das turfeiras da Indonésia&#8221;</figcaption></figure>



<p>No que diz respeito ao ecossistema sul-americano, o ranking por país é liderado por entidades sediadas nos Estados Unidos, responsáveis por 22,7% (101,5 bilhões de dólares) do valor total, seguidas pelo Reino Unido (9,7%), China (9,1%), Japão (7,8%), França (7,7%), Canadá (6,9%), Holanda (6,4%), Alemanha (4,9%), Espanha (3,9%) e Austrália (3,3%). Em relação às turfeiras indonésias, o maior financiador são as instituições locais com 10,1 bilhões (16,8% do total), seguidas pela China (12,8%), Japão (12,2%), Singapura (11,8%) e Reino Unido (9,9%).</p>



<p>Das 238 instituições financeiras estudadas, as 50 primeiras estão por trás de 86,3% dos fluxos financeiros para empresas ligadas à Amazônia brasileira, e as 10 primeiras estão por trás de 35,5%. São elas: Citigroup Inc (4,6%), Bank of America Corp (4,4%), JPMorgan Chase &amp; Co (4,3%), China Investment Corp (4,2%), Barclays PLC (4,0%), BNP Paribas SA (3%), HSBS Holdings PLC (2,9%), Deutsche Bank AG (2,8%), Cooperatieve Rabobank UA (2,6%) e ING Groep NV (2,6%).</p>



<p>No caso das turfeiras indonésias, das 154 instituições analisadas, as 50 principais concederam 83,6% dos fluxos financeiros e as 10 principais alocaram 42,8%. São elas: China Investment Corp (7,6%), HSBC Holdings PLC (6,3%), DBS Group Holdings Ltd (5,8%), Oversea – Chinese Banking Corporation Ltd (4,0%), Mitsubishi UFJ Financial Group Inc (3,9%), Banco Mandiri (Persero) Tbk PT (3,5%), Mizuho Financial Group Inc (3,4%), Sumitomo Mitsui Financial Group Inc (3,2%), Indo Premier Capital PT (2,6%) e CIBM Group Holdings Bhd (2,5%).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bancos públicos e BID anunciam fundo para financiar sustentabilidade na Amazônia</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/bancos-publicos-e-bid-anunciam-fundo-para-financiar-sustentabilidade-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 07:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Banco do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores de São Paulo (B3)]]></category>
		<category><![CDATA[Caixa Econômica Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão de Valores Mobiliários (CVM)]]></category>
		<category><![CDATA[COP-30]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[Exchange Traded Fund (ETF)]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=55985</guid>

					<description><![CDATA[BNDES, Banco do Brasil e Caixa integram a iniciativa anunciada durante encontro do G20; expectativa é lançamento antes da COP-30 em Belém Nesta quinta-feira (25/7), em evento realizado no Rio de Janeiro (RJ), três grandes bancos públicos brasileiros — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-c3d4f9ec165a892e7b4b53c6f5d7689e">BNDES, Banco do Brasil e Caixa integram a iniciativa anunciada durante encontro do G20; expectativa é lançamento antes da COP-30 em Belém</h4>



<p>Nesta quinta-feira (25/7), em evento realizado no Rio de Janeiro (RJ), três grandes bancos públicos brasileiros — Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal — juntamente com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), anunciaram a criação de um Exchange Traded Fund (ETF), destinado ao financiamento de projetos de sustentabilidade na Amazônia.</p>



<p>A novidade foi revelada durante a 3ª reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais do G20, com a expectativa de lançamento do fundo antes da COP 30 em Belém, em novembro de 2025.</p>



<p>O ETF, que será negociado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), contará com uma carteira composta por títulos de renda fixa emitidos pelos três bancos envolvidos. O retorno para os investidores será baseado em um novo índice de referência, pendente de aceitação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os recursos captados serão integralmente aplicados em empréstimos voltados para ações sustentáveis na região amazônica.</p>



<p>Durante o anúncio, foi também assinada uma carta de intenções entre as instituições financeiras, estabelecendo a colaboração mútua no desenvolvimento da proposta, com suporte técnico e financeiro do BID.</p>



<p>&#8220;O ETF Amazônia para Todos visa democratizar o acesso a investimentos sustentáveis, fomentando a diversificação e o aumento da base de investidores, tanto no mercado doméstico quanto no internacional&#8221;, destacou uma nota conjunta dos bancos.</p>



<p>O produto financeiro foi escolhido por suas características de transparência e democracia. A composição do ETF será divulgada diariamente, garantindo que os investidores saibam exatamente em que estão aplicando seus recursos. Além disso, pela sua natureza, o ETF permite igual acesso a pequenos e grandes investidores devido à sua liquidez, com cotas negociadas em bolsa e acessíveis por valores aproximados de R$ 100.</p>



<p>Este movimento dos bancos públicos e do BID é visto como um passo significativo no apoio a práticas sustentáveis na Amazônia, refletindo o compromisso do Brasil com a agenda ambiental global.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amazônia: desmatamento tem aumento de 123% em novembro</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/amazonia-desmatamento-tem-aumento-de-123-em-novembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SEEB Santos e Região]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2022 19:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=44476</guid>

					<description><![CDATA[Considerando o&#160;período de agosto a novembro deste ano, foram 4.574 km2 de área de floresta desmatada A destruição da Amazônia se intensificou em novembro: foram 555 km2 de áreas desmatadas, um aumento de 123% em relação ao mesmo mês de 2021. Os dados são do sistema Deter-B, do Inpe, divulgados&#160;nesta sexta-feira&#160;(9). Segundo o Observatório do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Considerando o&nbsp;período de agosto a novembro deste ano, foram 4.574 km2 de área de floresta desmatada</h4>



<p></p>



<p>A destruição da Amazônia se intensificou em novembro: foram 555 km2 de áreas desmatadas, um aumento de 123% em relação ao mesmo mês de 2021. Os dados são do sistema Deter-B, do Inpe, divulgados&nbsp;nesta sexta-feira&nbsp;(9). Segundo o Observatório do Clima (OC) &#8211; principal rede da sociedade civil brasileira sobre a agenda climática &#8211; o resultado é o segundo pior de toda a série históica, perdendo apenas para 2020, quando a área desmatada em novembro chegou a 563 km2.</p>



<p>Considerando o acumulado de agosto a novembro deste ano, o número assusta ainda mais: foram 4.574 km2 de área de floresta desmatada. Outro triste recorde da série histórica teve início em 2015. Em relação ao ano passado, o aumento registrado no período é de 51%.</p>



<p>O OC explica que esses números se refletirão na contagem do próximo período, já que a taxa de desmatamento da Amazônia é medida de agosto a julho, ou seja, caírão no colo do próximo governante, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O que vemos na Amazônia é resultado de um plano de destruição implementado pelo atual governo. Bolsonaro deixará uma herança nefasta para o Brasil, e deve ser responsabilizado legalmente por toda a destruição que causou”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.</p>



<p>E é por causa das ações do governo Bolsonaro que o maior bloco de florestas intactas começou a ser corroído em novembro. O município campeão em desmatamento foi Lábrea (AM), que fica às margens da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho). Uma obra de asfaltamento da BR-319 foi autorizada por Bolsonaro mesmo com todos os pareceres técnicos contrários, intensificando o desmatamento na região.</p>



<p>“Esse resultado chega três dias depois da aprovação da regulação europeia contra o desmatamento importado. Os números nos deixam mais distantes de nos ajustar à nova lei, prejudicando o agronegócio brasileiro e a imagem do país no exterior” finaliza, Astrini.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Com Bolsonaro, o Brasil desce a ladeira</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/com-bolsonaro-o-brasil-desce-a-ladeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agentes Comunitários]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://santosbancarios.com.br/?p=9628</guid>

					<description><![CDATA[Todos os indicadores sociais do país pioraram no primeiro ano do governo. As áreas que mais sentiram foram assistência social, educação, saúde e meio ambiente Entre os programas de inclusão social, o Bolsa Família foi o que mais sentiu. Mais de 1 milhão de famílias foram excluídas do programa e a fila de espera para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os indicadores sociais do país pioraram no primeiro ano do governo. As áreas que mais sentiram foram assistência social, educação, saúde e meio ambiente</p>
<p>Entre os programas de inclusão social, o Bolsa Família foi o que mais sentiu. Mais de 1 milhão de famílias foram excluídas do programa e a fila de espera para receber o benefício não para de crescer. A previsão é de que chegue a 1 milhão até maio.</p>
<p>O Minha Casa Minha Vida também teve baixa e mais de 35 mil unidades habitacionais deixaram de ser construídas em todo o país. Além de cortar os programas, o governo também não mostra preocupação em reduzir o elevado índice de desemprego. Não é à toa que o número de desempregados continua acima dos 12 milhões.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Siga o Sindicato no <a href="https://twitter.com/santosbancarios" target="_blank">Twitter</a></strong></em></p>
<p>A informalidade também cresce e mais de 38 milhões de pessoas trabalham por conta própria no Brasil. Isso quer dizer que não têm direitos básicos, como 13º salário, férias, FGTS.</p>
<p>Na saúde, houve queda no número de médicos na atenção básica e de agentes comunitários. E na educação, os cortes de recursos para a área prejudicaram, sobretudo, o ensino superior. Ainda houve o cancelamento de 8% das bolsas de pesquisas.</p>
<p>O desmatamento da Amazônia também teve destaque no ano passado. Foram 9.762 km² de área desmatada entre agosto de 2018 e julho de 2019. Uma alta de 29,5% se comparado ao mesmo período anterior. Os dados foram publicados pelo jornal Folha de S.Paulo.</p>
<p> </p>
<p><em><strong>&gt;&gt; Cadastre-se no whats do Sindicato: <a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5513992092964" target="_blank">clique aqui (pelo celular)</a> e informe banco onde trabalha e nome</strong></em></p>
<p>Fonte: SEEB Bahia &#8211; 18/02/2020</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
