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	<title>Agrotóxico &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>Agrotóxico &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Agrotóxicos são encontrados em papinhas infantis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 12:43:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotóxico]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Menor]]></category>
		<category><![CDATA[papinhas com veneno]]></category>
		<category><![CDATA[política de veneno]]></category>
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					<description><![CDATA[Resultado da ‘política do veneno’, 21 agrotóxicos são encontrados em alimentos industrializados para bebês comercializados em São Paulo Pesquisa divulgada pela revista&#160;Food Control mostrou que foram encontrados 21 agrotóxicos (incluindo fungicidas, inseticidas e herbicidas) e quatro toxinas produzidas por fungos do gênero&#160;Aspergillus&#160;(aflatoxinas) em 50 amostras de alimentos industrializados para bebês comercializados em supermercados no Estado [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="has-cyan-bluish-gray-color has-text-color wp-block-heading">Resultado da ‘política do veneno’, 21 agrotóxicos são encontrados em alimentos industrializados para bebês comercializados em São Paulo</h4>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisa divulgada pela revista&nbsp;Food Control mostrou que foram encontrados 21 agrotóxicos (incluindo fungicidas, inseticidas e herbicidas) e quatro toxinas produzidas por fungos do gênero&nbsp;Aspergillus&nbsp;(aflatoxinas) em 50 amostras de alimentos industrializados para bebês comercializados em supermercados no Estado de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi conduzido pela engenheira de alimentos Rafaela Prata, com apoio da FAPESP. Em sua fala para a Agência Fapesp, Prata disse: “Encontramos resíduos de pesticidas em 68% das amostras analisadas de alimentos infantis. No recorte por composição e sabor, 47% das papinhas com frutas apresentaram pelo menos um resíduo de agrotóxico, índice que foi de 85% para as comidas de bebês à base de carne e vegetais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo traz a reportagem de Monica Tarantino, embora as concentrações dos agrotóxicos identificados fiquem abaixo dos limites máximos de resíduos estabelecidos pela legislação europeia desde 2006 – base padrão do estudo – o que chama a atenção é que não existe legislação no Brasil sobre limitar a concentração de resíduos de agrotóxicos em alimentos infantis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo, foi encontrado nas amostras o metabólito sulfóxido de aldicarbe – raticida conhecido como “chumbinho”. O pesticida altamente tóxico é proibido no Brasil desde 2012. Ainda que sejam apenas traços da substância, que se degrada em algumas semanas no solo e somente causa intoxicação em altas concentrações, fica o indicativo de que uma substância proibida continua sendo utilizada nas lavouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>‘Política do Veneno’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Registros do Ministério da Saúde apontam que&nbsp;durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e março de 2022, 14.549 pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos no Brasil<a rel="noreferrer noopener" href="https://vermelho.org.br/2022/12/17/agrotoxicos-intoxicam-mais-de-14-mil-pessoas-durante-governo-bolsonaro/" target="_blank">,</a>&nbsp;destas, 439 morreram, ou seja, um óbito a cada três dias. Os dados foram levantados pela reportagem da&nbsp;<em>Agência Pública&nbsp;</em>e&nbsp;<em>Repórter Brasil</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período, o Brasil bateu o recorde de aprovações de pesticidas, com mais de 1.800 novos registros, metade deles já proibidos na Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por acaso os resultados trazidos pela pesquisa que encontrou agrotóxicos em alimentos infantis revelam o triste legado do incentivo da “política de veneno” adotada durante o governo Bolsonaro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conheça relação entre agrotóxicos e o câncer que mais mata mulheres no País</title>
		<link>https://santosbancarios.com.br/artigo/conheca-relacao-entre-agrotoxicos-e-o-cancer-que-mais-mata-mulheres-no-pais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Mesquita]]></dc:creator>
		<pubDate></pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agrotóxico]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxico e câncer]]></category>
		<category><![CDATA[veneno na comida]]></category>
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					<description><![CDATA[Agricultoras expostas a pesticidas têm câncer de mama mais jovens, com mais agressividade e pior prognóstico, diz estudo Agricultoras que se expõem a pesticidas sem equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados tendem a desenvolver subtipos mais agressivos de câncer de mama, com piores prognósticos de tratamento.   O câncer de mama é o que mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Agricultoras expostas a pesticidas têm câncer de mama mais jovens, com mais agressividade e pior prognóstico, diz estudo</p>
<p></p>
<p>Agricultoras que se expõem a pesticidas sem equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados tendem a desenvolver subtipos mais agressivos de câncer de mama, com piores prognósticos de tratamento.</p>
<p> </p>
<p>O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil, e a necessidade de prevenção é o mote da campanha Outubro Rosa. No sudoeste paranaense, região produtora de alimentos, a incidência e letalidade desse câncer são maiores que a média nacional.</p>
<p> </p>
<p>Pesquisadores da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Francisco Beltrão (PR), observaram essa tendência ao longo dos últimos seis anos.</p>
<p> </p>
<p>Ao se deparar com as estatísticas, a médica e pesquisadora Carolina Panis analisou as especificidades da região e levantou hipóteses.</p>
<p> </p>
<p>“Quando olho um câncer no laboratório, não consigo dizer se ele foi causado por agrotóxico ou não. Então, a gente trabalha com epidemiologia, olhando para a história dessas pessoas. Quando fazemos esse movimento, fica muito claro: elas têm câncer mais jovens, têm tipos de câncer raros na população geral, e um câncer extremamente agressivo”, ressalta.</p>
<p> </p>
<p>Doutora em Patologia, Carolina Panis foi a campo e ficou espantada com a dinâmica de aplicação dos venenos. A maioria dos agricultores passam centenas de horas por ano em contato com pesticidas sem proteção.</p>
<p> </p>
<p>Cabe às mulheres preparar a substância e dar suporte ao marido e aos filhos, que geralmente assumem a tarefa da pulverização.</p>
<p> </p>
<p>O papel desempenhado por elas é um dos diferenciais do sudoeste paranaense em relação a outras regiões produtoras.</p>
<p> </p>
<p>“A mulher pega o potinho onde está o agrotóxico sem luva, sem EPI nenhum. Nosso levantamento mostrou que 94% dessas mulheres se expõem dessa forma: preparando esse ativo para o filho ou o marido aplicar, ou ainda lavando as roupas”, relata a médica.</p>
<p> </p>
<p>“Elas colocam a roupa que o homem trabalhou o dia inteiro dentro da máquina de lavar junto com a roupa do bebê, junto com a toalha de banho. Então, a família toda é exposta.”</p>
<p> </p>
<p>A pesquisadora da Unioeste lembra que o relevo da região é acidentado, o que dificulta o uso de tratores. A aplicação é feita por meio de bombas de pulverização, que os agricultores carregam nas costas.</p>
<p> </p>
<p>“As mães colocam a bomba nas costas do filho. Elas praticamente tomam um banho de pesticida nesse momento, porque a bomba vaza com o impacto nas costas. E esse menino passa o dia inteiro aplicando com a roupa molhada, contaminado”, descreve Carolina Panis.</p>
<p> </p>
<p>A contaminação por agrotóxicos se dá por meio da pele e do aparelho respiratório.O incômodo e o desconforto das roupas, máscaras e botas para pulverização, especialmente em dias de calor, estão entre os motivos citados para não utilização dos EPIs.</p>
<p> </p>
<p><strong>Bola de neve</strong></p>
<p>Em mais de 90% das propriedades rurais do sudoeste do Paraná, predomina a agricultura familiar.</p>
<p> </p>
<p>Embora os pesticidas sejam comumente associados aos grandes monocultivos do agronegócio, milhões de camponeses são reféns da narrativa de que só se produz comida com veneno.</p>
<p> </p>
<p>Por falta de informação e de assistência técnica, os cultivos orgânicos, sem agrotóxico, ainda são minoria. O Brasil tem 5 milhões de pequenas propriedades rurais e apenas 25.345 produtores orgânicos, segundo o Ministério da Agricultura – em 2011, eram 8 mil.</p>
<p> </p>
<p>Um dos entraves é que muitos programas de financiamento estão atrelados à aquisição de pesticidas.</p>
<p> </p>
<p>“Lembro de uma roda de conversa do Outubro Rosa em que uma agricultora viúva me disse: ‘Depois que meu marido faleceu, fui ao banco para fazer um financiamento para produzir alimentos. Eu não queria comprar o pacote de venenos, mas disseram que, sem ele, eu não ia ter acesso ao seguro, e sem seguro não tem financiamento’. Então, é uma bola de neve, que torna muito difícil fugir dessa lógica”, relata Panis.</p>
<p> </p>
<p>Ubirani Otero, chefe da Área Técnica Ambiente, Trabalho e Câncer do Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, lembra que há outros fatores consolidados cientificamente como causadores de câncer de mama, para além dos agrotóxicos.</p>
<p> </p>
<p>A especialista afirma que não existe nível seguro de exposição a agentes cancerígenos, portanto o uso de EPIs não garante proteção total.</p>
<p> </p>
<p>“Agrotóxicos vêm sendo associados a vários tipos de câncer, especialmente no sistema hematológico, sistema nervoso central, estômago, e várias outras localizações”, diz.</p>
<p> </p>
<p>Otero observa que o desenvolvimento da agroecologia oferece possibilidades de mudança gradual dos modelos produtivos no campo.</p>
<p> </p>
<p>“Até os anos 1960, a proteção da lavoura das pragas e dos insetos era feita com recursos naturais. É o que preconiza a agroecologia. Com a evolução da indústria de agrotóxicos, muito desse conhecimento – que era passado de pai para filho – foi perdido, e precisa ser resgatado”, avalia.</p>
<p> </p>
<p><strong>Agressividade e tratamento difícil</strong></p>
<p>O câncer de mama tem quatro subtipos. O menos agressivo e com melhor prognóstico é o luminal A. Este é o mais comum no Brasil e no mundo. No sudoeste do Paraná, o luminal A é minoria: entre 60% e 70% dos diagnósticos são dos subtipos mais agressivos, de pior prognóstico: luminal B, HER2 positivo e triplo negativo.</p>
<p> </p>
<p>O estudo da Unioeste aponta que esse perfil diferenciado tem relação com a exposição ocupacional aos pesticidas – e com o papel das mulheres na dinâmica da aplicação. As pesquisas lideradas por Carolina Panis mostram ainda que os agrotóxicos são fator determinante para quimiorresistência.</p>
<p> </p>
<p>Em outras palavras, a quimioterapia costuma ser menos eficaz em pacientes que manuseiam e têm contato frequente com esses ativos sem proteção, como as agricultoras familiares do sudoeste do Paraná.</p>
<p> </p>
<p>Em novembro de 2018, o médico Daniel Rech, orientado por Panis, publicou uma dissertação de mestrado sobre o tema. A partir das amostras de 127 pacientes com câncer de mama, identificou-se que 25,8% eram luminal A, 38,7% luminal B, 8,1% triplo positivo e 19,4% HER2.</p>
<p> </p>
<p>“Houve um predomínio de pacientes jovens inseridas nos subtipos mais agressivos, e 50% das pacientes encontram-se abaixo dos 50 anos”, diz o texto.</p>
<p> </p>
<p><strong>Consumidores também têm risco?</strong></p>
<p>A equipe da Unioeste não se debruçou sobre os riscos de quem consome alimentos com resíduos de agrotóxicos. As investigações mais avançadas sobre o tema vêm sendo compiladas desde 1993 pelo Estudo da Saúde Agrícola (AHS, na sigla em inglês), que envolve especialistas de quatro agências de pesquisa nos Estados Unidos.</p>
<p> </p>
<p>As particularidades identificadas no sudoeste do Paraná e o rigor científico das publicações feitas na Unioeste chamaram atenção da Universidade de Harvard, nos EUA. Carolina Panis atuou como pesquisadora visitante na instituição, entre 2019 e 2020, e espera publicar em breve estudos sobre os impactos do consumo de água contaminada com pesticidas no Brasil.</p>
<p> </p>
<p>Identificar e comprovar qual o agente causador de um câncer é desafiador porque requer isolar todos os demais fatores. Por isso, os processos judiciais que avançaram pelo mundo, responsabilizando empresas por doenças provocadas ou agravadas por pesticidas, são quase todos relacionados à exposição de trabalhadores e trabalhadoras.</p>
<p> </p>
<p>Nesses casos, é mais fácil demonstrar que houve exposição severa, contínua, ao longo de anos.</p>
<p> </p>
<p>Ubirani Otero, do Inca, cita evidências científicas recentes que apontam um grupo específico de agrotóxicos como possíveis causadores de câncer de mama – e não só para agricultoras. Esses estudos são reconhecidos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês).</p>
<p> </p>
<p>“Nesse grupo estão os agrotóxicos organoclorados, que eram muito utilizados até a década de 1980 e foram proibidos no mundo inteiro, inclusive no Brasil”, observa.</p>
<p> </p>
<p>“Eles agem como desreguladores endócrinos. Essa desregulação hormonal é um mecanismo importante do desenvolvimento de tumores, entre eles o câncer de mama.”</p>
<p> </p>
<p>Apesar do banimento, Otero enfatiza que os organoclorados ainda causam preocupação no Brasil. Primeiro, porque há notícias da entrada e aplicação clandestina de agrotóxicos. Em segundo lugar, porque esses venenos podem causam problemas décadas após sua aplicação.</p>
<p> </p>
<p>“Eles são organopersistentes, ou seja, permanecem no solo, nas águas e no ar durante muitos anos. A degradação é muito lenta. E o câncer leva muito tempo desde a exposição até o diagnóstico da doença”, ressalta.</p>
<p> </p>
<p>“Esses agrotóxicos se acumulam nos tecidos gordurosos, como a mama. Então, para além do câncer de mama, a gente ainda encontra organoclorados no leite materno, e isso passa para o bebê”, completa a pesquisadora do Inca.</p>
<p> </p>
<p>Estudos semelhantes aos da Unioeste vêm sendo realizados em outras instituições de pesquisa pelo país, especialmente em regiões onde há predomínio de monocultivos. A maioria esbarra na dificuldade de confirmar a exposição a agrotóxicos como elemento central para o aumento nos índices de câncer de mama.</p>
<p> </p>
<p>Mesmo que não haja estudos que comprovem a associação entre um tipo específico de agrotóxico e o câncer de mama, o Instituto recomenda que os produtores não se arrisquem.</p>
<p> </p>
<p>“A recomendação do Inca é evitar o uso de agrotóxicos, como precaução. Mesmo que não haja evidências suficientes, existem possibilidades [de causar câncer]. Se não for possível, de imediato, essa substituição, que se reduza o uso.”</p>
<p> </p>
<p>Nos dois primeiros anos de Jair Bolsonaro (sem partido) como presidente da República, o Brasil quebrou recordes de liberação de novos agrotóxicos. Em 2019, foram 474. No ano passado, 493.</p>
<p> </p>
<p>No último dia 8, o presidente publicou um decreto que facilita a aprovação e o registro de novos pesticidas no país.</p>
<p>Crédito: Brasil de Fato/MST<br />Fonte: Brasil de FAto &#8211; São Paulo<br />Escrito por: Daniel Giovanaz com edição de Anelize Moreira</p>
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