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	<title>ação direta de inconstitucionalidade (ADI) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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	<description>Sindicato dos Bancários de Santos e Região</description>
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	<title>ação direta de inconstitucionalidade (ADI) &#8211; SEEB Santos e Região</title>
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		<title>Alexandre de Moraes vai confrontar Motta e Alcolumbre como relator da ação sobre derrubada do IOF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fabiano Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2025 08:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ação direta de inconstitucionalidade (ADI)]]></category>
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					<description><![CDATA[Gilmar Mendes foi sorteado como relator, mas repassou o caso ao colega alegando que Moraes é responsável por outros processos que tratam do mesmo assunto na corte. O ministro Alexandre de Moraes deve ser o relator da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) apresentada pela bancada do PSOL na Câmara que pede a suspensão das votações [&#8230;]]]></description>
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<h4 class="wp-block-heading has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color wp-elements-f78d6105e54f730f6746459195b5f4c5">Gilmar Mendes foi sorteado como relator, mas repassou o caso ao colega alegando que Moraes é responsável por outros processos que tratam do mesmo assunto na corte.</h4>



<p>O ministro Alexandre de Moraes deve ser o relator da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) apresentada pela bancada do PSOL na Câmara que pede a suspensão das votações da Câmara dos Deputados e do Senado que derrubaram o decreto editado pelo presidente Lula com mudanças nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF.</p>



<p>A ação foi protocolada pelo partido na última sexta-feira (27/6). O ministro Gilmar Mendes foi sorteado como relator, mas repassou o caso ao colega alegando que Moraes é responsável por outros processos que tratam do mesmo assunto na corte.</p>



<p>&#8220;Ante o exposto, entendo necessário o encaminhamento dos autos à presidência desta Corte, para que, se entender cabível, determine a sua redistribuição&#8221;, diz Mendes no pedido ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso.</p>



<p>Na contestação no STF, o PSOL alega que o PDL &#8211; aprovado a toque de caixa em sessões conjuntas comandadas por Davi Alcolumbre (União-AP), no Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), na Câmara &#8211; fere o artigo 49 da Constituição, que autoriza o Congresso a sustar atos do Executivo apenas quando exorbitam do poder regulamentar.</p>



<p>O entendimento é que o PDL aprovado pelo Congresso não regulamenta a lei e fere a competência tributária conferida diretamente ao Executivo pelo artigo 153, parágrafo primeiro, da Constituição, que permite ao governo modificar as alíquotas do IOF dentro dos limites legais.</p>



<p>Para o PSOL, o PDL tramado entre o Centrão e a bancada bolsonarista extrapola as competências do poder legislativo e interfere no poder executivo &#8211; justamente o que os oposicionistas alegam sobre ações da cúpula do judiciário.</p>



<p>Para o PSOL, o decreto apenas alterou as alíquotas do IOF, &#8220;não havendo qualquer desrespeito ao limite de atuação normativa&#8221; &#8211; leia a íntegra.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Golpe dos ricaços e do Centrão</h4>



<p>Nas sessões das duas casas legislativas da última quarta-feira, que derrubou as mudanças no IOF e aumentou de 513 para 531 o número de deputados, Alcolumbre e Motta aderiram ao plano articulado por Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda, presidentes do PP e do União, que se reuniram, acertado no dia anterior com os presidentes Republicanos, Marcos Pereira, e do MDB, Baleia Rossi.</p>



<p>O objetivo é &#8220;sangrar&#8221; Lula e impedir que o presidente avance em pautas sociais, que tem forte apelo ao eleitorado mais pobre, para favorecer Tarcísio de Freitas, cortejado pela chamada Terceira Via, que une o Centrão à Faria Lima e à mídia neoliberal.</p>



<p>Em áudio vazado pelo <a href="https://iclnoticias.com.br/lula-nao-dialogar-diz-ciro-investidores/" data-type="link" data-id="https://iclnoticias.com.br/lula-nao-dialogar-diz-ciro-investidores/">ICL Notícias </a>no dia 2 de abril, em reportagem de Cleber Lourenço, Ciro Nogueira fala a agentes financeiros da Faria, após participar de evento no BTG Pactual &#8211; banco criado pelo ex &#8220;super&#8221; ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes -, sobre as poucas possibilidades de impeachment de Lula e sinaliza a articulação de outro caminho.</p>



<p>&#8220;Só que uma coisa é você tirar Dilma, que tinha naquela época… Porque eu costumo dizer que quem faz impeachment de presidente não é o Congresso, é a população. A Dilma foi tirada porque ela tinha 7%. O Lula tem um piso de 30%&#8221;, diz. &#8220;Um presidente com 30%, não tem como você decretar um impeachment de um presidente. Eu acho que seria muito traumático nesse momento econômico&#8221;, emenda.</p>



<p>A sanha da Faria Lima, ecoada pela mídia liberal, encontrou no propalado discurso de falta de &#8220;austeridade&#8221; do governo um mote para iniciar o &#8220;sangramento&#8221; de Lula. Além disso, foi ao encontro da cobiça do Centrão pelas emendas parlamentares, usadas para abastecer os nichos em ano eleitoral.</p>



<p>A mudança no IOF, com elevação de cobrança de 3,5% em cartões de crédito internacionais &#8211; que era de 6,38% no governo Bolsonaro &#8211; gerou ainda mais insatisfação entre os ricaços, já insatisfeitos com o aumento do Imposto de Renda para aqueles que ganham acima de R$ 50 mil para compensar a isenção de quem ganha até R$ 5 mil.</p>



<p>Por meio da mídia liberal &#8211; até mesmo em editorial n&#8217;O Globo, da família Marinho -, os endinheirados cobram cortes de gastos para ajustar as contas públicas, pressionando Lula para desvincular recursos da saúde e da educação, além de cancelar aumentos reais no salário mínimo e aposentadores e reduzir o orçamento de programas sociais, como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida.</p>



<p>O discurso de austeridade &#8211; jogando a conta para os mais pobres &#8211; nos jornais foi o estopim para o Centrão se unir à bancada bolsonarista e antecipar a disputa eleitoral com as pautas-bomba no Congresso.</p>



<p>Mesmo com o governo empenhando R$ 1,7 bilhão em emendas para 347 parlamentares, em um acordo para a aprovação do IOF, Motta e Alcolumbre conduziram sessões relâmpagos para derrubar a mudança no imposto, que recaía sobre os mais ricos, e atacar Lula.</p>



<p>&#8220;Esse decreto começou mal. O governo editou um decreto que foi rapidamente rechaçado pela sociedade brasileira&#8221;, bradou Alcolumbre, colocando como &#8220;sociedade brasileira&#8221; os interesses de menos de 1% que estão sendo afetados pelas medidas econômicas do governo.</p>



<p>Presente na sessão, ao lado de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) deu o tom para os ataques ao governo, fazendo eco à Faria Lima sobre o &#8220;aumento de impostos&#8221;.</p>



<p>&#8220;Nós temos uma carga tributária de país de primeiro mundo com serviços de segundo e terceiro mundo. Não é possível que, num orçamento de mais de R$1 trilhão, não se encontre o que cortar. O povo não aguenta mais pagar imposto&#8221;, disse Nogueira, que faz coro com os neoliberais e o lobby para cortes de recursos de programas sociais e dos aumentos reais do salário mínimo e da aposentadoria.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Fuga do debate</h4>



<p>Com os nomes inscritos para defender as emendas parlamentares em audiência pública realizada na sexta-feira (27/6) no STF, os presidentes da Câmara e do Senado fugiram do debate após o ministro Flávio Dino abrir o evento mandando um claro recado aos congressistas, que reclamam de &#8220;interferência&#8221; do judiciário sobre assuntos do legislativo.</p>



<p>&#8220;O tema das emendas impositivas perpassa o governo da presidenta Dilma, do presidente Temer, Bolsonaro, do presidente Lula e do próximo presidente, seja quem for. Não estamos tratando de um tema de interesse de um governo&#8221;, iniciou Dino, ao abrir os trabalhos no STF, que debate formas de dar transparência e evitar a proliferação de corrupção em nichos eleitorais a partir das emendas parlamentares impositivas &#8211; que o governo federal é obrigado a pagar.</p>



<p>Em claro recado, sobre quem estaria &#8220;usurpando&#8221; quem, o ministro afirmou que se não houver &#8220;emendas parlamentares ajustadas à sua finalidade&#8221;, a &#8220;conta&#8221; será paga pelo povo.</p>



<p>&#8220;Temos um sistema constitucional a ser [debatido] ou modificado pelo Congresso, que pode fazê-lo a qualquer tempo, salvo em relação à forma federativa de Estado. Todos os outros elementos podem ser revogados pelo Congresso Nacional no momento que quiser. Se o Congresso Nacional quiser tirar a responsabilidade fiscal da Constituição, pode tirar. Se o Congresso quiser tirar o presidencialismo da Constituição, pode tirar. Assim como também pode desconstitucionalizar o devido processo legal orçamentário&#8221;, afirmou.</p>



<p>&#8220;Mas, enquanto estiver na Constituição, não se cuida de uma invasão do Supremo, e, sim, de um dever. Se nós temos normas constitucionais que estão, aparentemente, em dissonância, a harmonização de tais normas é uma atividade tipicamente jurisdicional em todos os países do mundo [e] enquanto o Brasil for regime democrático. Portanto, não há nenhum intuito de usurpação de atribuições de outros Poderes&#8221;, emendou Dino.</p>



<p>O discurso esvaziou os argumentos dos congressistas, que não querem que o STF, por meio de Flávio Dino, debata com a sociedade a regulamentação das emendas, que passaram a ser obrigatórias a partir de 2015, em meio ao golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, e foram turbinadas com o orçamento secreto no governo Jair Bolsonaro (PL), quando também foram criadas as emendas de bancadas.</p>



<p>Em 2015, as emendas por deputado eram de R$ 16 milhões, quando o governo ainda não tinha obrigação de fazer o repasse.</p>



<p>Em 2025, cada deputado indicou R$ 37,3 milhões em emendas individuais, e cada senador, R$ 68,5 milhões. No caso das bancadas, cada estado receberá R$ 528,9 milhões este ano. E o governo é obrigado a executar esses valores.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Fuga</h4>



<p>Diante da declaração de Dino, Alcolumbre e Motta vazaram para a mídia liberal &#8211; que faz parte do consórcio da Terceira Via &#8211; que enviariam os advogados-gerais das respectivas Casas legislativas, Gabrielle Tatith Pereira (Senado) e Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva (Câmara) para o debate com Dino.</p>



<p>No cronograma divulgado horas antes pelo STF, a exposição de 30 minutos de Motta estava prevista para acontecer às 12h30. Alcolumbre falaria pelo mesmo tempo em seguida, às 13h.</p>



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