Precarização

Troca do Plano de Saúde: prejuízo e dúvidas para os Bancários no Santander

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Troca do Plano de Saúde: prejuízo e dúvidas para os Bancários no SantanderFernando Diegues

Movimento Sindical cobra do banco espanhol manutenção dos direitos dos funcionários e esclarecimentos sobre como ficam coparticipação, reembolso, rede credenciada e mudança de nível no novo plano de saúde.

Pelo quinto ano consecutivo a direção do Santander desrespeita os funcionários no que diz respeito ao plano de saúde. Novamente sem qualquer negociação com o movimento sindical, o banco espanhol comunicou que trocará o convênio médico: sai Bradesco Saúde e entra Sul América Saúde.

Um dos efeitos da substituição, segundo o Santander, é o aumento da coparticipação de 20% para 25% nas consultas, exames, terapias e atendimento de emergência e, a partir da sexta consulta, essa cobrança vai a 30%.

Já os que forem admitidos pelo banco a partir de 1º de março arcarão com custo maior do plano de saúde. Os funcionários atuais arcam de 10% a 30% do custo mensal do convênio médico e o Santander com o restante. Os futuros empregados desembolsarão de 25% a 50% do custo do plano e a instituição com o resto. Além disso, a cobrança aos novos bancários será feita por pessoa e por faixa etária, elevando o valor da mensalidade para quem tem dependente e esta com idade mais elevada.

Questionado por representantes dos trabalhadores sobre como ficam situações, por exemplo, de gestantes com agendamento médico ou pessoas que iniciaram tratamento, o Santander assumiu compromisso de atender esses casos e outras exceções, sem que haja prejuízo aos trabalhadores.

Os funcionários estão apreensivos, pois não sabem quais serão os demais efeitos dessa troca. Além desses aumentos, que pesarão no bolso das pessoas, os funcionários que optaram por pagar para subir de modalidade de convênio (upgrade) regressarão automaticamente para o patamar anterior. Também não se sabe como ficará a rede credenciada, valores de reembolso, o percentual que assumirão do custo total, entre outras questões importantes.

Todas as perguntas, bem como histórico das medidas unilaterais do Santander constam em documento enviado pelo movimento sindical na última sexta 24/02 à direção do banco, com prazo até 2 de março para serem respondidas.

Não dá para o banco impor mudanças dessa forma. São milhares de trabalhadores e respectivos dependentes e agregados que utilizam o plano. Eles têm direito de saber de tudo. Os representantes dos funcionários querem as informações para negociar condições melhores para todos, bem como a manutenção de todos os direitos. A gestão de Sergio Rial tem se mostrado a pior na direção do banco no Brasil, pois tem jogado toda a conta da redução de custos para os trabalhadores, enquanto o banco aumenta seus lucros e cobra altas tarifas dos brasileiros.

Em Santos e Região
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região se reuniu, em 22/02, com representantes do Santander na região e com a Superintendente de Relações Sindicais Fabiana Ribeiro.

Os dirigentes abordaram a recente mudança de plano de saúde do Banco, decisão tomada sem consulta à categoria. O Sindicato entrou na justiça com medida cautelar contra a alteração.

"Temos inúmeras reclamações de bancários e bancárias sobre a mudança do plano. Ele é mais caro e na Baixada Santista tem uma cobertura menor. Várias pessoas, que estão em tratamento médico ou grávidas, estão com receio sobre o futuro dos seus atendimentos”, afirmou o secretário de Imprensa e Comunicação do Sindicato e funcionário do Santander, Fabiano Couto. Os gestores do banco disseram que estão analisando caso a caso e que pretendem melhorar a comunicação interna sobre esse tema.

As Bancárias e Bancários que enfrentarem problemas com o Sul América Saúde, devem entrar em contato com a funcionária do RH para Baixada Santista, Carolina. Segundo garantias dos representantes do banco, ela vai resolver todos os casos.

Entenda o debate
As mudanças unilaterais no plano de saúde pelo Santander começaram em 2013. Em novembro daquele ano o banco aplicou reajuste de cerca 30% na mensalidade e tentou implementar cobrança por faixa etária, que só não foi colocada em prática graças a uma ação do Sindicato na Justiça.

Em 2014 novamente reajustou em cerca de 20% a mensalidade e reduziu de 24 para 21 anos a permanência do filho no plano de saúde como dependente. Dessa forma, os filhos a partir de 21 anos continuam no convênio até os 24 anos, mas na condição de agregados, com o funcionário tendo de arcar com o preço cobrado pelo plano no mercado.

E em 2015 e 2016, aplicou reajustes nas mensalidades muito acima da inflação.

Para ampliar a atuação do sindicato, é importante que os trabalhadores denunciem, por meio do fale conosco ou direto com os diretores. É fundamental também que a categoria fortaleça as lutas se associando ao sindicato. Só a luta muda a vida!

Fonte: Com informações SEEB SP
Postado por Fabiano Couto em Notícias

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